O cisne alvo e majestoso
Que flutua em mansas águas,
Nada pra esconder suas mágoas,
De um passado desditoso.

Já nadou muito orgulhoso,
Com sua bela companheira,
Cisnezinhos em fileira,
Por sobre o lago espelhoso.

Mas o destino o traiu…
Um caçador desalmado,
A tiros, impôs-lhe um fado,
E a sua vida ruiu.

Desde este dia, em diante,
Ele flutua ao relento,
Sem esquecer o momento,
E aquela dor lancinante.

Este cisne, tem minhalma,
Cheia de dor e lamentos,
Disfarçando os sentimentos,
Dia e noite, sem ter calma.

No seu deslizar absorto.
Alheio ao sol e ao luar,
O cisne segue a nadar,
Sem notar, que já está morto.

Dornélio B. Meira
João Pessoa, PB, 30 e 31/10/2011.

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