Foste embora, deixando-me a saudade,
Um vazio que nem sei bem o tamanho!…
Sinto só que está tudo muito estranho,
Mas conforta-me a tua liberdade!

Muitos anos… Remonto à mocidade,
Chegando até a chorar, mas não me acanho,
Pois lágrimas me servem como um banho
Que lava a alma em doce suavidade.

Cinquenta e quatro anos convivemos,
Tempo em que ensinamos e aprendemos
A fazer sempre o bem, cada vez mais…

Por isso, embora sinta a solidão,
Procuro manter calmo o coração
Na certeza de que hoje sentes paz!

Foto de 2005 – nos cem anos do Jornal O Clarim-Matão

 

 

 

 

 

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