Nas asas do vento eu deixo
Meus pensamentos voando…
Vão levando aquele sonho,
Com o qual vivo sonhando,
Esperando realizá-lo,
Mas não vejo como e quando!

Divago, bem devagar,
Nos castelos da utopia,
Onde procuro encontrar
Resquícios de fantasia,
De quando eu tinha a esperança
De ser filho da alegria…

Feliz eu sou, por que não?
Se estou inteiro de mente,
Se posso raciocinar
E caminhar sempre em frente,
Quando existe nesta viva
Alienada tanta gente!

A estrada dos pesadelos
Asfaltada de esperança,
Faz-me voltar ao passado,
Aos tempos que fui criança,
Estes sim, tempos bem duros,
Basta pô-los na balança!…

Sem asas, quero voar,
Porém a alma adensada
Mantém-me inda preso ao chão,
De carcaça extenuada,
Na suposição que um dia,
Não há de ser tão pesada…

Aproveito o tempo agora
Para emplumar minhas asas,
E só então depois seguir
Em direção a essas casas
Do paraíso que sonho,
Envolto no amor que abrasa…

Não pensem que o que aqui digo             
É mera filosofia;
Garanto-lhes que não é,
Porque é pura nostalgia
Do mundo em que eu já vivi
E anseio rever um dia!…´

Por enquanto a minha meta
É cultivar a paciência
Agarrando-me bem firme
Às promessas da ciência
Que garante premiar-me
Se eu cumprir bem a existência.

O tempo é o da natureza
Porque o meu tempo não conta;
Eu vou neste sonha, sonha,
Evitando o que me afronta,
Para que, quando eu partir,
Não fique vagando à tonta!

No canto não desafino
E nem perco a citação,
Seja manhã, seja noite,
Quando faço uma oração,
Para estar em paz comigo,
Com Deus no meu coração!

 

Anúncios