You are currently browsing the daily archive for domingo, 8 julho, 2012.

Eu nem tinha vinte anos
Quando ganhei de presente
Um livro feito em brochura
Que me deixou bem contente,
Era o livro de um poeta
Que conheci de repente…

Comecei a folheá-lo
E tive dificuldade;
Nunca vi alguém falar
Assim da realidade,
Descrevendo nossa vida
Com transcendentalidade
.

O poeta era o Augusto
Que adotei como leitura
Porque fiquei encantado
Com os versos da criatura
Um homem que desde moço,
Já tinha a alma madura…

Nunca mais deixei de lê-lo,
Vivendo a sua batalha,
E cinquenta anos depois,
Nossa Senhora me valha!,
Recebi pelos meus versos
Com seu nome uma medalha.

Medalha Augusto dos Anjos,
O nome da criatura,
Que a Paraíba oferece
Aos destaques da cultura
E hoje sinto muita honra
Por chegar a esta altura.

Deu-ma o jovem deputado,
Doutor Rodrigo Soares,
Que teve em plena Assembleia
Total apoio dos pares,
Numa bela cerimônia
Entre versos e cantares!

Eu já era cidadão
Paraibano e a poesia
Iria me conferir
Esta nova primazia;
Sou medalhado de Augusto
A par da cidadania.

O poeta Cunha Lima,
O Ronaldo do Habeas-Pinho,
Esteve na cerimônia,
Demonstrando seu carinho,
Pois respondeu sobre Augusto
Na TV, lá no meu ninho!

Pois foi na minha São Paulo,
Onde nasci, no Bexiga,
Que recebi o tal livro;
Deu-mo Idaty, uma amiga,
E foi um belo presente
É justo que aqui se diga.

Penso que nasceu daí
Meu gosto pela poesia
E assim como o meu café
Faço uma todo dia
Para não perder o jeito
E manter minha alegria.

Eu agradeço ao destino,
Pois foi por inspiração
Que a minha amiga Idaty
Me ofertou com emoção
O livro “EU” do poeta
Que abrigo em meu coração!

Muito triste saber que existe alguém

Que ainda se corrompa por miséria,

Que valorize tanto só a matéria

E se venda por pouco, por vintém.

 

Muito triste saber que lhe convém

Burlar e macular sua vida séria,

Tomando uma atitude deletéria

Que mata, além do corpo, a alma também.

 

Que tristeza que ainda exista ateus,

Que em nenhum momento creiam em Deus,

Pois agem como seres superiores,

 

Mas não percebem que com essa atitude

Nivelam-se até aos vermes, e amiúde,

São mais inúteis que esses inferiores…

 

 

Eram sete da manhã;
Começava um novo dia,
Não sei se seria bom
Ou se triste ele seria,
No entanto, aqui estou desperto
Nesta minha romaria.

O dia só traz surpresas
Mesmo estando programado
Porque se Deus interfere
Tudo é logo transformado
E o que era muito importante
Ao fim é posto de lado.

Sempre quando nós oramos,
Fingindo sinceridade,
Dizemos: na Terra ou Céu
Faça-se a vossa Vontade,
– Mas se for igual à nossa -,
Esta é a triste realidade!

Se faz frio nós reclamamos
E também se faz calor…
Venha chuva ou faça seca
Tudo é sempre o mesmo horror,
Ainda bem que tem paciência
O Cristo, Nosso Senhor.

 

 

Eu hoje estou aqui, mas o amanhã
Quem sabe o que será? Somente Deus
Tem o dom de saber dos passos meus,
Porém eu não me aflijo neste afã…

Só sei que, ao acordar cada manhã,
Revejo e analiso os sonhos meus,
Porque não quero ser como os ateus
Que fazem de sua vida uma vilã.

Que importa viver muito ou viver pouco?
Não quero é debater-me como um louco
Ansioso, aflito e sem controle;

Quero ser ante a vida um lutador
Para, então, vir a ser merecedor
Da tal felicidade, gole a gole.

 

Perguntam-me o que desejo
Na hora de reencarnar.
Quero apenas renascer,
Feliz em algum lugar,
Onde os homens se respeitem
E empenhem-se em se educar.

Quero ter, nessa ocasião,
As melhores condições,
Pois débitos que deixei,
E causaram convulsões,
Quero vê-los liquidados
A vista ou em prestações.

Desejo pedir perdão
Pelos males que causei
Até mesmo involuntários,
Muitos que os fiz e nem sei,
Mas têm de ser corrigidos
E prometo que o farei…

Quantos anos vou viver?
Depende do programado,
Que vai ser levado em conta
Com base no meu passado,
Vendo o que eu fiz de bom
E onde estive equivocado!

Mas como sei que a justiça
De Deus é a única certa,
Estou disposto a viver
Crente que vida conserta
Tudo o que ficou de errado,
Digo nesta carta aberta.

E se o meu tempo for pouco
E uma encarnação não der,
Eu voltarei várias vezes,
Como homem ou mulher,
Disposto a mil sacrifícios,
Para o que der e vier…

Só espero não repetir
Os mesmos erros de outrora,
Por isso é que me preparo
E eu estudo tanto agora,
Para sair bem melhor
Quando eu daqui for embora.

Sei que caio e me levanto
Nesta contabilidade
De muito crédito e débito,
Mas espero, de verdade,
Que haja saldo positivo
Lá na espiritualidade!

Sei que ao chegar noutro plano
Não servirei de Mentor
Porque tendo muitas falhas,
Sendo ainda um sofredor,
Devo ser muito realista,
Não posso ser sonhador…

Só espero que lá me deixem
Continuar meu estudo,
Trabalhar intensamente
E poder fazer de tudo
Para ser feliz um dia
E bom cristão, sobretudo.

Pretendo ser na verdade
Um servidor muito experto,
Pois só assim eu poderei
Sentir o Cristo de perto
Ouvindo-O a me dizer
Que é esse o caminho certo!…

Vou terminar o poema
E o faço com muito amor,
Pois espero realmente,
Encontrar Nosso Senhor
Jesus Cristo, o bom Messias,
Nosso Guia e Salvador!


Coitado de você que não perdoa;
É um pobre equivocado que imagina
Que ser alguém odiento é a sua sina,
Porque em seu interior a mágoa ecoa…

Não sabe que essa dor vivida à toa,
Aos poucos deteriora a autoestima,
O vai contaminando e a alma mina,
Causando um sofrimento que o magoa?

Perdoa, e bem depressa, ó infeliz,
E despreza o que todo mundo diz,
Que amor próprio é somente o que interessa…

Amor ao próximo é que é, na verdade,
Um retrato que exalta sua humildade
Pois é aí que o perdão sempre começa!…

 

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
julho 2012
S T Q Q S S D
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Leituras

  • 60.478 poetas

Entre com seu email para assinar este blog e receber notificações de novos artigos postados.

Junte-se a 31 outros seguidores