Eu nem tinha vinte anos
Quando ganhei de presente
Um livro feito em brochura
Que me deixou bem contente,
Era o livro de um poeta
Que conheci de repente…

Comecei a folheá-lo
E tive dificuldade;
Nunca vi alguém falar
Assim da realidade,
Descrevendo nossa vida
Com transcendentalidade
.

O poeta era o Augusto
Que adotei como leitura
Porque fiquei encantado
Com os versos da criatura
Um homem que desde moço,
Já tinha a alma madura…

Nunca mais deixei de lê-lo,
Vivendo a sua batalha,
E cinquenta anos depois,
Nossa Senhora me valha!,
Recebi pelos meus versos
Com seu nome uma medalha.

Medalha Augusto dos Anjos,
O nome da criatura,
Que a Paraíba oferece
Aos destaques da cultura
E hoje sinto muita honra
Por chegar a esta altura.

Deu-ma o jovem deputado,
Doutor Rodrigo Soares,
Que teve em plena Assembleia
Total apoio dos pares,
Numa bela cerimônia
Entre versos e cantares!

Eu já era cidadão
Paraibano e a poesia
Iria me conferir
Esta nova primazia;
Sou medalhado de Augusto
A par da cidadania.

O poeta Cunha Lima,
O Ronaldo do Habeas-Pinho,
Esteve na cerimônia,
Demonstrando seu carinho,
Pois respondeu sobre Augusto
Na TV, lá no meu ninho!

Pois foi na minha São Paulo,
Onde nasci, no Bexiga,
Que recebi o tal livro;
Deu-mo Idaty, uma amiga,
E foi um belo presente
É justo que aqui se diga.

Penso que nasceu daí
Meu gosto pela poesia
E assim como o meu café
Faço uma todo dia
Para não perder o jeito
E manter minha alegria.

Eu agradeço ao destino,
Pois foi por inspiração
Que a minha amiga Idaty
Me ofertou com emoção
O livro “EU” do poeta
Que abrigo em meu coração!

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