Eu não quero pensar, mas sempre penso
Nas coisas que ainda tenho de enfrentar;
E por mais que eu me empenhe, com bom senso,
Eu penso, mas não saio do lugar.

Nem mesmo na vontade eu sei mandar,
Pois me sinto na vida um indefenso
Que vive no transtorno a rodear,
Sempre preso a um tormento que é imenso.

Dou um passo indo à frente e dois atrás;
Com a cabeça em vulcão não tenho paz,
Não sou dono, sequer, da minha vida…

Estou parado em plena encruzilhada,
Sentindo que em bem pouco haverá nada
Que impeça o malograr da despedida!

Anúncios