Djalma Andrade

Que o meu orgulho torne-se humildade;
Podendo ser o mais, que eu seja o menos;
Que morra, em mim, a estúpida vaidade
E que eu seja o menor entre os pequenos.

E que eu pratique o bem, – fuja à maldade
E não atenda mais aos seus acenos;
Que se transforme em rosas de bondade
O que eram em mim espinhos e venenos.

Que a minha mão as dores alivie,
Que aos mais humildes eu não cause inveja,
E, se luz eu tiver, que aos outros guie…

Mãe, que eu veja nos pobres meus iguais,
E, se orgulho eu tiver. que o orgulho seja
De ser o mais humilde dos mortais.

  

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