Eu vejo no Centro pessoas rezando
E outras pensando na vida que têm,
De olhos fechados, sem ver mais ninguém,
Em meditação, ou sonhando, sonhando…

A cada segunda, lá vão pontualmente;
Vejo muita gente com tal compromisso
E eu me pergunto: – por que fazem isso
De forma contrita e assim reverente?…

São moços são velhos, solteiros, casados,
Descompromissados, homens ou mulheres,
Porém cada um com seus próprios misteres,
Que chegam do mundo a ficar alienados.

Já são quinze anos que os vejo fazê-lo
Com o mesmo zelo do primeiro dia
Trocando a tristeza por fé e alegria,
Esperando ser para o outro um modelo.

Durante a palestra, que é sobre o Evangelho,
Percebo que o velho e o moço, igualmente,
Procuram ouvir, e sempre atentamente,
As orientações que só dão bom conselho.

E passam os anos, o tempo se apressa,
Cada um se confessa feliz com a benesse,
Até que ao final, no momento da prece,
Estão satisfeitos e fazem promessa!

Prometem que vão alterar sua vida,
Fazê-la vivida tendo utilidade,
Porque este momento de tranquilidade
Lhes trouxe lições de ternura e guarida…

Todos que compomos o Lar desses gênios,
Que existem há milênios, ficamos felizes
Por ver que não se abrem mais as cicatrizes
Em quem é tratado por nobres Essênios.

E nós seus adeptos, frágeis encarnados,
Fomos convidados a esta parceria
Para dar amor e espalhar alegria,
Que nos faz sentir muito recompensados.

Que possa durar este nosso serviço,
Curando o enfermiço que nos pede ajuda,
Pedindo que Deus o proteja e o acuda
Porque é um privilégio poder fazer isso!

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