“A Filosofia é uma meditação da morte” (Platão).
“Filosofar é aprender a morrer” (Montaigne).
“O homem é um ser para a morte” (Heidgger).
“Morte, pena do pecado original” (Gn 2, 17 e Romanos 5, 12).
“A morte é comparável ao pôr do sol, que representa, ao mesmo tempo, o nascer do sol em outro lugar” (Shopenhauer).
“Quando eu estou, a morte não está; quando a morte está, eu não estarei” (Epicuro).

DIA DE FINADOS

Sim, a morte é o destino inexorável.
De toda criatura ou ser vivente,
Sentença biológica inapelável,
À efêmera existência imanente.

O humano corpo é invólucro descartável,
Que se degrada progressivamente,
Cárcere de um espírito inefável,
Destinado a viver eternamente.

Não vivemos, então, para morrer,
Mas morreremos para em Deus viver
A nossa transcendente dimensão,

Assegurada por Cristo Jesus,
Que ao imolar-Se no lenho da cruz,
Penhor nos deu, na fé, de salvação.

Sebastião Aires de Queiroz
Sócio da Academia Paraibana de Poesia.
João Pessoa – PB – 02.11.2012.

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