Quando a minh’alma se evadir, liberta,
Do arcabouço que se lhe atormenta,
Vagará sob o seu véu, coberta,
Por algum tempo, errante e sonolenta.

E nesse tempo, e nessa trilha, incerta,
Caminhará confusa frágil e lenta,
Mas quando o véu se lhe mover…, desperta,
E a incerteza do porvir se ausenta.

É o desatar sutil do elo etéreo,
Que lhe permite desvendar mistério,
Que lhe recobra, a tempo, a placidez.

E pouco a pouco desatado o elo,
Meu gênio agora sem mais ver flagelo,
Volita em paz na sua lucidez.

Pedro Dias do Nascimento – PB

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