Eu procurava um Amigo
Que me ofertasse a sua luz,
Clareando esta escuridão
Em que a vida me conduz;
Quando menos esperava
Quem me aparece? Jesus!

Mas não veio na figura
Da falsidade do mundo
Dos que fingem ser “Amigos”,
Mas que se vão num segundo
Porque o clarão de Jesus
É verdadeiro e fecundo.

É dádiva que não cobra
Pois simplesmente oferece;
Só pede que cada um
Se conduza sempre em prece
Desde a hora em  que se acorda
Até a hora que anoitece!

Mas não oração barata,
Palavras ditas ao léu,
Que só cumprem a obrigação,
Mas que não chegam ao céu,
Pois nos mantêm camuflado
Em baixo de espesso véu!

Quem chamar alguém de AMIGO,
Seja um deles, de verdade,
Pois é palavra que envolve
A responsabilidade
De ser fraterno e gentil
Desculpando até a maldade.

Não deixa de ser amigo
Porque o outro o magoa
Sabe ser superior
Vencendo coisas à-toa
E por mais grave que seja
O amigo sempre perdoa.

Quem é amigo, não cobra,
Mantendo-se desprendido,
Controlando seus melindres
Fazendo-se compreendido,
Por isso é que eu gostaria
De sempre amigo ter sido!

– Amigos! Não há amigos!
Mestre Cícero dizia.
E vejo como ele tinha
Razão, mais a cada dia,
Pois é bastante difícil
Nós termos tal primazia.

De ter ou de ser amigo
Porque somos egoístas
E tudo nós só queremos
Por nossos pontos de vista;
Vejamos bem nossas falhas,
Mas temos de ser realistas!

Por enquanto, Jesus Cristo
É Aquele que nos ampara,
Porque amigos de verdade
Seguem sendo coisa rara,
E qualquer favor que façam
No fim, nos jogam na cara.

Mas no final o que importa
É analisar nossos atos,
Pois não seremos julgados
Por conversas ou boatos,
Mas somente por aquilo
Que nós fizermos, de fato!

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