Sem os pés desse herói a evolução não andar,
Sem as mãos desse bravo uma Nação não cresce!
A indústria não produz! O Campo não floresce!
O Comércio definha! A exploração debanda!

Esta estrofe é do poema “Os trabalhadores” do poeta do Pageú, o pernambucano Rogaciano Bezerra Leite, no livro “Carne e Alma”. Foi revisada por algum gênio que alterou o “anda” para “andar”. Não foi obra do poeta, porque rimou anda com debanda, nem do acaso ou erro de digitação, porque é comum as pessoas não saberem quando usar o presente do indicativo e o infinitivo. Daí a confusão. Até quando falam percebe-se o “r” final dito com muita ênfase. Exemplo: Ele não ter tempo de vir aqui.  Isso lhe causa um grande mal está. Sem considerarmos o crasso erro de vim e vir. “Eu ontem não pude vim.” “Eu gostaria de vim aqui.”

Perguntamos que regra as pessoas deveriam usar para sanar esta dúvida. Primeiro problema, é que elas não têm dúvidas. Têm certeza de que falam português correto. Mas caso haja dúvida, sugerimos substituir um verbo por outro. Ex. “O importante é ser bom.” “O importante é estar feliz.” Ambos no infinitivo. “Ele é alegre.” “Ele está alegre.” Tão simples.

É como bom e mau, bem e mal. “Ora você se sente bem ora você se sente mal.” “Ora você é um homem bom ora você é um homem mau.” “Sente bem-estar ou mal-estar.”
Outra tragédia é o famoso “Há muitos anos atrás.” Ninguém diz daqui a cinco anos à frente.” Portanto, basta há cinco anos ou cinco anos atrás. Ou o há ou o atrás. Os dois, nunca.

Você sabe o que é alternativa? É outra opção. Logo, diga: “Ele não tinha alternativa.” Já se sabe que é outra opção. Nunca diga Ele não tinha outra alternativa. É uma redundância desnecessária e que demonstra desconhecimento do idioma.

Finalmente o “este”, “esse” e “aquele” e o “isto”, “isso” e “aquilo”, “nesse”, “neste”, “naquele”, etc.
Este é bem próximo de lugar ou tempo. “Esta semana vai ser difícil para mim.”
Esse, ligeiramente afastado. “Falei com ele na semana passada. Nesse dia ele me informou sobre o assunto.”
Aquele, mais distante. “Viajei para a Europa em 1980. Naquele ano, havia crise por lá.”

Espero que a partir de agora ninguém mais diga: “Amanhã vou está lá.” Ou “Ele estar muito doente.”
Quem tiver dúvidas, escreva ou mande email.

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