Quanto amigo eu já tive nesta vida?!
Mas quão poucos os amigos ainda o são?
Há os que simplesmente vêm e vão,
Sem nem mesmo avisar da despedida!…

Há muitos, sei, que até lhes dei guarida,
Afaguei-os com toda a devoção,
Fi-los alvo de amor e de atenção,
Mas só deixaram mágoas na partida…

O que importa, porém, é que eu senti
Os prazeres das horas que vivi
Em sua companhia, mesmo leviana…

Pobre deles que não souberam ver
A pureza de alma do meu ser,
Porque deles eu fiz meu próprio prana!

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