Por Sebastião Ayres de Queiroz 

 

Por própria natureza, é o homem um ser gregário,
Destinado a viver sempre em comunidade.
Premido por carências ou necessidade,
Não sobreviverá se não for solidário.

Mas o morrer será, sempre, um ato solitário,
Que independe do nosso querer e vontade.
Cumprido o destino da temporalidade,
Na solidão se finda nosso itinerário.

Até Cristo Jesus, naquela sexta-feira,
No angustiado transe d’ hora derradeira,
Exclamou: Ó meu Pai por que me abandonaste?

Que na solidão de nossa última agonia,
Não nos prive Jesus de Sua companhia,
E de nosso espírito, Ele jamais se afaste.

João Pesoa-Pb, 24 de junho de 2005.
queirozayres@uol.com.br

 

 

 

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