Com você eu fui grosseiro
E a tratei sempre tão mal,
Mas peço que me perdoe,
Porque, afinal, é Natal!

Não fiz o que me pedia
E era tudo natural,
Mas quero que me desculpe,
Porque, afinal, é Natal!

Eu bebia além da conta,
E parecia normal,
Mas hoje aqui me retrato,
Porque, afinal, é Natal!

Tive muitos outros vícios,
Desde os do tipo banal,
Mas lhe peço esqueça isso,
Porque, afinal, é Natal!

Tive diversas mulheres,
E sei que é um fato imoral,
Mas rogo não me condene,
Porque, afinal, é Natal!

Esse é um discurso comum
Nesta vida material:
Que haja perdão para tudo,
Por que, afinal, é Natal!

Não admite cobrança
Da esfera espiritual,
Tudo será relevado,
Porque, afinal, é Natal!

Ah! que bom se fosse assim,
Enredo de Carnaval,
Iríamos todos pra o Céu,
Porque, afinal, é Natal!

O perdão seria maciço,
Por princípio teologal,
Com um amor irrestrito, 
Porque, afinal, é Natal!

Porém, me diz o bom senso,
Mesmo não sendo eternal,
Que há uma expiação a pagar,
Apesar de ser Natal!

Anúncios