De manhã, quando abro os olhos,
Eu louvo Deus e agradeço,
Porque vejo na criança
Ou na flor que eu reconheço,
O Grande poder divino
Que tem no Céu o endereço.

A claridade da luz
Não há dinheiro que pague,
Porque ter o olhar escuro
É triste pra quem o amargue,
Só sabe o que estou dizendo
Quem na penumbra divague…

Embora sem ser castigo,
Porque Deus não faz maldade,
Confesso que é triste ver
Alguém com dificuldade,
Fazendo de uma bengala
Seus olhos pela cidade.

Depois deste breve tempo,
No mundo espiritual,
Terá de novo a visão,
Tudo volta a ser normal
E será outra vez alegre
Sob o amparo paternal.

Só me pergunto por que
Isso às vezes acontece,
Pois dá a impressão que ninguém
Este problema merece,
Mas se o Pai é justo e bom
Deve ser uma benesse.

Este mundo material
É um lugar provisório
Onde às vezes nós sofremos
Os resgates compulsórios
Por vivências do passado,
De episódios aleatórios.

Ficar sem ver por uns tempos,
Para educar a visão,
Pode ser muito importante
No campo da evolução;
Não se entende de outro jeito
A não ser que é compaixão.

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