É temerária a disputa
Com o poeta Caúmo.
Quem o tenta perde o prumo
Se fizer trova fajuta.

De fracasso, a melhor prova.
Que se pode oferecer
É tentar fazer uma trova,
Sem de uma quadra entender.

Surgem versos sem cadência,
Sem rima ou de “Pé-quebrado”,
Quadrinhas sem consistência
Da lavra de um aloprado,

Mas Caúmo é um professor,
Poeta muito escolado,
É mestre e mais que doutor
No repente improvisado.

Apenas para aprender,
Eu aceito o desafio,
De algumas trovas fazer
Pois de peleja não chio.

Essa luta eu vou ganhar
E nada tenho a perder,
Octávio vai me ensinar
De trovas o seu saber.

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