O poeta, mesmo moço,
Às vezes causa alvoroço,
Pois fica tão infantil…
Outras vezes, não se explica,
Mesmo jovem, ele implica
Que até parece senil!

Sabe por que isso acontece?
Porque aquilo que parece
Quase nunca assim o é.
Daí quem frequenta igreja,
Só para que o povo o veja,
Não é pessoa de fé!

O poeta tem ideias
Que até causam cefaleias
Mas ele não se controla.
Mesmo assim, vai sempre em frente
E fale o que fale a gente,
O poeta nem dá bola.

Ele rima, ele não rima,
O de baixo com o de cima,
E, às vezes, nem é coerente.
Há os que aprovam e os que não,
Mas ele e sua inspiração,
Nunca ligam, vão em frente.

É por isso que o poeta
Fala de coisa indiscreta,
Que mais parece tontice,
Porém, uns anos à frente,
Surpreende muita gente,
Com as bobagens que ele disse.

Um misto de sonhador,
De profeta e professor,
É como ele se revela.
Ao comentar a sua fala,
Peço-lhe, ao analisá-la,
Que tenha muita cautela.

Poeta mesmo, eu não sou,
Porém o tempo passou
E já tenho alguns escritos,
Que falam da novidade,
Ou da trivialidade,
Mesmo em conceitos restritos!

Mas é bom fazer poema
E se o poeta é da gema
Ensina grandes lições…
Mesmo sendo um verso triste,
Pois geralmente consiste
Em despertar ilusões.

Desejo aqui homenagear
Quem gosta de prestigiar
Os escritos de um parceiro,
Como o amigo Dornélio
Que tem também o seu prélio,
Para rimar verdadeiro.

Assim são Jorge e Lindalva,
Que em minha cachola calva
Conseguem ver qualidade;
Como o caro Sebastião,
Um doutor por profissão
Que é poeta de verdade.

Também Ednólia Marta
E Elaine, cabeça farta,
Boa de verso e de prece;
São poetisas diletas
Do tipo fértil e estetas,
Às quais a arte agradece!

Então não é por acaso
Que residir no Parnaso
É para as almas mais puras!
Salve o poeta e a poetisa
Porque a poesia eterniza
As almas das criaturas.

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