Ao poeta Octávio Caúmo.

Ser poeta não assumo,
Mas quando vejo o Caúmo
Referir-se aos meus versos,
Ficho ancho, fico prosa,
Com humildade orgulhosa –
Termos talvez controversos.

Mas eu conservo a mania,
(Compulsiva companhia)
Que me induz ao versejar.
Serei eterno aprendiz,
O discípulo feliz
Na arte de bem rimar.

Tenho muitos professores,
Apaixonados cultores
Na nobre arte de rimar.
Deles recibo lições
Cujas assimilações
Eu irei sempre buscar.

Mas, sobre o mestre Caúmo,
O que aprecio, em resumo,
É que sua poesia
Edifica-nos e apraz
Pela mensagem de paz
Que ao espírito extasia.

Sebastião Aires

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