Por Sebastião Aires de Queiroz – PB

As terras, pela seca, castigadas,
Abrem o ventre em sulcos ressequidos
Clamando, das entranhas abrasadas,
Em dolentes lamentos e gemidos

As pastagens outrora tão floridas
Já sucumbiram pelo sol crestadas.
Das árvores, as seivas já sugadas,
Restam galhos mirrados, retorcidos.

O campo é um cemitério a céu aberto,
De ossadas de macérrimos animais,
De fome e sede mortos no deserto.

Em desespero, choram os sertanejos,
Que  buscam ser ouvidos nos seus ais
Envoltos em soluços e em arquejos

Janeiro de 2013.

 

 

 

 

 

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