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Me ensinaste desvarios
E eu te mostrei devaneios;
Te embriagaste nos meus cios,
Mergulhei nos teus anseios…

Me chamaste, delirante,
Nos teus gestos arrojados,
E eu respondi, murmurante,
Com delírios tresloucados!

Tu me amaste no sussurro
E eu sufoquei o meu grito,
Como um doido e bom casmurro,
Que não pensa e vive aflito…

Mas no fim que sobrou disso?
Tudo só endoidecimento,
Coração todo enfermiço,
Sem compasso em batimento…

Ainda bem que está plasmado
Esse tempo que extasia;
Se não jaz eternizado
Também não foi fantasia…

Tudo louco e natural,
Tão feliz, tão espontâneo,
Que mesmo sendo anormal
Não foi nada extemporâneo.

Consciente? Não sei se foi,
Mas não foi irresponsável,
Nem algo que se destrói
Porque foi muito agradável.

No calor de um forte abraço,
Entre beijos mordiscados,
Repousando em teu regaço
Vi neurônios revirados…

Mas, enfim, a apoteose,
Que findou com as emoções;
E da terna simbiose,
Só mesmo recordações!…

Hoje, em 1950, fui testemunha ocular do Maracanazzo. Brasil 1, Uruguai 2. A vida é assim; não se pode ganhar sempre.

 

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Eu disse que ia, e fui,
Conhecer esse meu primo,
Um homem maravilhoso,
Que me encheu toda de mimo!

Eu nem consigo explicar,
O que agora estou sentindo…
Se eu disser alguma coisa
Vão pensar que estou mentindo!

Foram esses, dos meus dias,
Os mais felizes da vida
E o que mais me entristeceu
Foi a terrível partida,
Mas me senti muito bem
E estou muito agradecida!

Beijos – Silvana Caúmo
07/07/2013

 

octavio-caumo_blogVana

Mexendo um dia  na net,
Tive uma grande surpresa.
Deparei-me com uma foto
Que me causou estranheza;
Alguém com meu sobrenome
Tendo no olhar sutileza!

Investigando sobre ele,
Achei algo pessoal.
Ele escreveu um poema,
Que era algo real,
Historias do Jabaquara,
Que eu achei super legal

Procurei o seu e-mail
Para fazer-lhe a pergunta:
Saber se ele era parente
De uma moça valente
Que, quando pequenininha,
Perdeu seu pai bem doente.

Com tudo que ele me disse,
Fiquei bastante encantada.
Vi que essa brilhante gente
Era mesmo meu parente;
Hoje nós somos amigos,
O que me deixa contente.

Falamos todos os dias
E nos divertimos muito,
Jogando conversa fora
E, sempre fora de hora,
Eu atrapalho o seu sono
E me atraso para escola…

Nunca encontrei nesta vida
Um primo amável assim,
Alguém que eu queria pra sempre
Juntinho, perto de mim,
Mas a distância não deixa
Que essa história seja assim.

Porém prometi a ele
Que um dia o irei visitar;
Hoje estou contando as horas
Para este dia chegar
E assim que esteja à sua frente
Um forte abraço irei dar.

Jamais o vi pessoalmente,
Mas sinto profundamente
Que conhecer este homem
Foi mesmo um grande presente!
Espero que ele ao me ver,
Fique também bem contente

O nome dele é Octávio,
Um homem inteligente
Que escreve muitos poemas
E alegra bastante gente
E agora em meu coração
Vai morar eternamente.

Fiquei bastante feliz
Por encontrar esse primo,
Pois embora bem mais velho
Tem um papo de menino
E eu agradeço a Deus
Pelo presente Divino.

Para Octávio, com muito amor e carinho da sua mais nova prima,
Silvana Caúmo

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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