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A mis amigos hispánicos

Octávio C Serrano

La culpa no es mía, no es tuya
La culpa es del sol o de la luna,
Que puso en tu semblante un brillo intenso,
Un perfume de luz de sol poniente,
De una lluvia que invade hasta la mente,
Y que deja por el aire olor de incienso.

La culpa es de ese ojo que arrebata
Que hiere mucho más que una chivata
Como punta de lanza en desafío,
Que provoca, en relance, un treme-treme,
Haciendo cualquiera perder el timón
Y sentir, en su alma, escalofrío.

Es culpa de esa boca que se adereza
Que una bala rumía, mientras acecha
Lo que quiere, lo que oye y lo que siente,
Para después hacer demostraciones
Que no tienen sentido, son fulguraciones
Que escapan de esa boca, de repente.

La culpa es de ese porte loco y altivo,
Que expele por los poros abrasivos,
Que hieren al corazón, al allanarlo,
Porque él al saltar dentro del pecho,
Quiere controlarse y ve que no hay hecho,
Ya no domeña más sus intervalos.

Pero la culpa mayor de no haber calma,
No controlar las ansias de mi alma,
Se debe, sí, a una sutil carencia,
Que hace que se pierda hasta el dominio,
Que acaba por llevarnos al exterminio
De los sentidos, por falta de coherencia.

De repente – 2003

A culpa não é minha, não é tua
A culpa é do sol, talvez da lua,
Que pôs no teu semblante um brilho intenso,
Um perfume de luz de sol poente,
De uma chuva que escorre, invade a mente,
E que deixa no ar cheiro de incenso.

A culpa é desse olho que arrebata
Que fere muito mais que uma chibata
Como ponta de lança em desafio,
Que provoca, em relance, um treme-treme,
Fazendo qualquer um perder seu leme
E sentir, na doidice, um calafrio.

A culpa é dessa boca que se enfeita
Que uma bala rumina, enquanto espreita
Do que quer, do que ouve e do que sente,
Para depois fazer demonstrações
Que não tem senso, são fulgurações
Que escapam dessa boca, de repente.

A culpa é desse porte louco e altivo,
Que expele pelos poros o abrasivo,
Que fere o coração, ao aplainá-lo,
Porque ele ao saltar dentro do peito,
Quer controlar-se e vê que não há jeito,
Já não domina mais seus intervalos.

Mas a culpa maior de eu não ter calma,
Não controlar as ânsias da minh’alma,
Deve-se, sim, a uma sutil carência,
Que faz com que se perca até o domínio,
Que acaba nos levando ao extermínio
Dos sentidos, por falta de coerência.

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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