Cada vez que aqui regresso,
Porque me mandam ou peço,
Numa nova encarnação,
Sempre encontro gente amiga,
Que me aceita na barriga,
Mas também no coração!

Quantas mães já me abraçaram,
Quantos pais me abençoaram
E se sentiram felizes,
Por me dar o seu abrigo,
Tratando-me como amigo
E indicando as diretrizes.

Este é um moto contínuo,
Entoado igual a um hino
Com flautas de sutileza.
Nesse vaivém entendemos,
Porque após nascer morremos
Pelas leis da natureza.

Seja filho, seja pai,
Desta vida o homem sai
Levando o que realizou…
Eu sou grato a cada alguém
Que me fez homem de bem
E em mim muito amor plantou…

E como a cobra que deixa
A pele velha e, sem queixa,
Cresce sempre um pouco mais,
Assim também nós humanos
Vencemos os desenganos
Para encontrarmos a paz.

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