Já viu a migração das borboletas,
Que volitam através do continente?
Todo ano se deslocam, suavemente,
Como se fora um bando de ninfetas…

Esvoaçando, seguem incessantemente,
Fazendo com suas asas piruetas;
E tal qual as areias de ampulhetas,
Sem medir as distâncias, seguem em frente.

Já vem dos ancestrais essa intuição,
Para o ciclo de nova procriação,
Pois só param para acasalamentos;

Depois põem as suas larvas num arbusto
E no gesto normal, lindo e vetusto,
Deixam elas, ali, novos rebentos!…

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