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Uma joia camuflada
Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Homenagem aos que imprimem e distribuem gratuitamente mensagens espíritas.

Um pedaço de papel
Com tesouro camuflado,
Que é por nomes ilustres
Habitualmente assinado,
A vida de muita gente
Neste mundo tem salvado.

Poucas pessoas se dão conta
Do verdadeiro valor
De uma mensagem espírita
Quando chega a um sofredor,
Que, mesmo sem passar fome,
Vive faminto de amor!

Uns recebem no seu Centro
Sem se importar com o escrito…
Outros gostam do que leem
E até dizem que é bonito,
Mas também nunca aproveitam
Aquilo que ali está dito.

Querem ver quem assinou,
Se Bezerra ou André Luiz
Ou se foi Auta de Souza,
Que versos bonitos diz,
Porque as que fazem cobranças
Não deixam ninguém feliz!

Esses recados velados,
Como colcha de retalho,
Embora sejam pequenos
Nós servem como agasalho,
Com conteúdo seguro
Para ir ao Céu por atalho.

Tenha carinho e respeito
Pela singela mensagem
Porque é uma caridade
Fazê-la seguir viagem
Ajudando que ela espalhe
Suas receitas de coragem!

Muitos nem sabem que ela
É fruto de sacrifício,
Porque só existe, afinal,
Graças aos que, por ofício,
Têm no amor ao semelhante
Seu mais sublime exercício.

E aqui, como fechamento,
Segue um conselho final:
– Viva conforme a mensagem
Do mundo espiritual,
Procurando dar exemplo
De boa conduta moral.

 

 

 

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A minha vida é uma festa
E este pouco que me resta
Vou viver com altivez;
Não com orgulho ou vaidade,
Mas com a simplicidade
Que conquistei desta vez…

Não sei quem fui no passado,
Mas creio estar melhorado
Comparado ao ancestral
Que fui um dia, de mim mesmo,
Quando eu vivia a esmo
Como o mais comum mortal!

Quero aproveitar agora
E rogo a Nossa Senhora
Que me ajude nessa lida,
Porque é preciso coragem
Para fazer esta viagem
Tão difícil, tão comprida!…

Eu sou muito agradecido
Por ter sempre recebido
De Deus tamanhas benesses;
Já fui pobre, miserável,
Hoje vivo confortável
E sempre lembro nas preces.

Ano que vem faço oitenta
Não sei se a carcaça aguenta,
Mas me cuido seriamente,
Para não me suicidar
E sofrer sem  precisar,
Como alguém inconsequente…

Na volta deste passeio,
Que não é só de recreio,
Mas também de evolução,
Espero chegar em casa
Bem leve, batendo as asas,
Com paz no meu coração.

 

Meu presente de Natal
Octávio Caúmo Serrano – Prosa rimada.

Meu caro Papai Noel, escrevo-lhe este papel pra contar que sou feliz! Não preciso de presente, pois vivo muito contente, tenho até mais do que eu quis.

Quando eu era ainda um menino, do tipo meio franzino, eu não entendia bem… E à chegada do Natal, como um garoto normal, queria um carrinho, um trem…!

Como o pai era operário, com aviltante salário, apesar do duro embate, só dava balas de mel e sua imagem, Noel, pequena, de chocolate…

Punha você no sapato e perguntava, no ato, se eu podia imaginar, se teria acaso em mente, o que haveria de presente, me instigando a procurar…

Nas paróquias do lugar, ele também ia buscar um brinquedo de lembrança; voltava, mirando o céu, e me entregava o troféu, sorrindo como criança!

Com sua colher de pedreiro, o pai ergueu, por inteiro, o mundo em que hoje habito, pois é geneticamente, que existe em mim inerente, a força que eu me credito.

E a mãe, de alma de aço, sem aceitar o fracasso, pois seu vigor era imenso, trabalhava feito louca, lavando e passando roupa, mas sem perder o bom senso.

Hoje, acabou a ilusão; dispenso os prazeres vãos, pois tenho Deus como amigo. Meus pais foram meu presente e seus exemplos, na mente, conservo-os todos comigo.

Diante desses bens eternos – meus benfeitores paternos – dispenso quinquilharias. Pra quem tem mais que o sonhado, o resto, sofisticado, não passa de ninharia.

Não sei onde estão agora, com Jesus, Nossa Senhora, no seio do Criador; espero um dia encontrá-los e longamente abraçá-los, por tantos gestos de amor!

Tudo o que brilha e é dourado, quando não acaba quebrado, um dia vira fumaça; eu ganhei a educação, o presente que o ladrão não rouba, nem come a traça.

Nasci  em um berço honesto, e uma cena que detesto é ver triste e abandonado um menor numa mansão que carrega um coração solitário,  amargurado…

Console o menino rico, enquanto, Noel, eu fico, rezando como jamais…! Ele supõe ter bastante, mas falta-lhe o importante que é o carinho dos pais.

Eu já tenho o que preciso: saúde, alegria e juízo e fico grato ao Senhor! Pode levar meu presente, dê a esse rico carente, que é tão faminto de amor!

 

Aquele que olha somente
O lado feio da vida,
Concluirá, facilmente,
Que a humanidade sofrida,
É composta só de gente
Cansada e desiludida!…

Muita criminalidade,
Miséria e corrupção,
Bastante desigualdade
E muita prostituição,
Só requintes de maldade,
E gente sem coração.

Mas se olhar por outro lado,
Temos um Jesus estreme!
O barco não está afundado,
Apesar de que hoje treme
Por vendaval isolado,
Mas controlado no leme.

É uma reforma que segue
Construindo um mundo novo,
Basta que se olhe, e não negue,
Que vem chegando outro povo;
Por isso, amigo, sossegue
Este é o tempo do renovo!

O planeta será em breve
Mundo regenerativo,
Ninguém terá, nem de leve,
Comportamento abusivo,
Lugar onde ninguém deve
E onde o bem será instintivo!

Cada um faça sua parte,
Porque nunca estamos  sós;
Usemos de engenho e arte
Antes de virarmos pós
Pois quer na Terra ou em Marte
Deus sempre cuida de nós!…

 

 

 

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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