A minha vida é uma festa
E este pouco que me resta
Vou viver com altivez;
Não com orgulho ou vaidade,
Mas com a simplicidade
Que conquistei desta vez…

Não sei quem fui no passado,
Mas creio estar melhorado
Comparado ao ancestral
Que fui um dia, de mim mesmo,
Quando eu vivia a esmo
Como o mais comum mortal!

Quero aproveitar agora
E rogo a Nossa Senhora
Que me ajude nessa lida,
Porque é preciso coragem
Para fazer esta viagem
Tão difícil, tão comprida!…

Eu sou muito agradecido
Por ter sempre recebido
De Deus tamanhas benesses;
Já fui pobre, miserável,
Hoje vivo confortável
E sempre lembro nas preces.

Ano que vem faço oitenta
Não sei se a carcaça aguenta,
Mas me cuido seriamente,
Para não me suicidar
E sofrer sem  precisar,
Como alguém inconsequente…

Na volta deste passeio,
Que não é só de recreio,
Mas também de evolução,
Espero chegar em casa
Bem leve, batendo as asas,
Com paz no meu coração.

 

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