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Silvana Silva Caumo – 22/01/2014

As pessoas inteligentes
Pensam antes de falar.
Pois o que entra em outro ouvido
Pode um estrago causar.

Desmotivam as pessoas;
Causa dor no coração;
Afastam muitos amigos;
E destrói uma união.

Aprenda a ser mais gentil
Com aquele que te elogia,
Pois nunca generalize
Em ser só demagogia.

E nunca ofendas ninguém
Nem mesmo por brincadeira,
Se não conheces tão bem,
Poderá fazer besteira.

É em meio às brincadeiras
Que dizemos a verdade,
E quando vemos que erramos…
Corrigir? Pode ser tarde!

Amigos no facebook,
Os chamados virtuais,
Contabilizo aos milhares;
Se quiser, posso ter mais,
O que sempre é mais difícil
São os amigos reais!

Aquele que dá o afeto
Quando você está carente,
Aplaca sua solidão,
Quando o percebe doente,
Pois ao lado do seu leito
É sempre o que está presente!

Não quero amigo de zoada
Nem que usa filosofia
Da que espalha frases feitas
Que a gente lê todo dia,
Escritas com muitos erros
Além da pornografia!

Não quero milhões de amigos
Dos que se unem na balada,
Que só querem encher a cara
Com muita loira gelada
E na hora dos problemas
Nunca nos servem de nada!

Por isso é que decidi
Servir também como abrigo;
Se desejo isso pra mim,
Quero que contem comigo,
Pois também posso lhes dar
O calor de um bom amigo.

O que é importante, porém,
Nas horas de mais cansaço
E sentir muito calor
Com a cabeça num regaço
Completado com o carinho
Do mais afetuoso abraço.

Deixo o Face e todo o resto
Para as horas de lazer,
Para quando eu não tiver
Nada importante a fazer,
Pois assim eu mato o tempo
Enquanto espero morrer!

Se não queres morrer como suicida,
Procura controlar teu alimento,
Jamais sobrecarregue o pensamento
E não encha de tralhas tua vida!…

Mesmo que ela não seja tão comprida,
Não te esqueças de que o discernimento
É importante em qualquer procedimento
Para ter-se a existência bem vivida.

O sucesso da boa encarnação
É saber controlar cada emoção,
Mantendo a mente sempre equilibrada!…

Nunca te importes com futilidade,
Invistas sempre na serenidade
E viverás feliz tua caminhada…

Este soneto, dedico a mim mesmo, relembrando Cora Coralina: “Feliz aquele que ensina o que sabe e aprende o que ensina.”

Texto do jornalista Kubi Pinheiro em O Correio da Paraíba de 4 de janeiro de 2014.

Estava almoçando com meu filho Vítor num restaurante em Tambaú, quando vejo na mesa do canto, o amigo querido Octávio Caúmo. Foi ali no Boibumbar que eu conheci ele e sua mulher, Maria. Quando o vejo, tenho saudades dela. Tão simples Maria!
Maria trabalhava para ajudar os necessitados no Centro Kardecista “Os Essênios”, em Manaira. Perfeita simbiose que gritava de felicidade. Maria dos abraços e milhares de minutos de sabedoria. Sempre que vejo Caúmo, enxergo Maria. Coisas do amor. Viver é isso: tirar a tristeza das cenas de adeus.
Acenei, ele veio e, elegante, não quis sentar. Um gentleman o jornalista Octávio Caúmo! Ali em pé perguntei por Maria: “A última notícia dela foi aquela que lhe falei”, disse ele.
Muita gente pensa que a vida se acaba com a morte. Muitos sabem de um elo que não se perde, que vai além das fotografias que ficam espalhadas na memória, onde mora o verdadeiro amor. Caúmo é um que sabe. Conheceu Maria na Sampa deles dois. É tão bonito uma pessoa amar outra!
Escuto discos antigos de blues e vejo filmes amorosos para não ficar triste com a maldade do mundo. É como gozar de felicidade. Caúmo mora na Avenida Cairu, ou seja: quis o destino que fôssemos vizinhos de bairro. Nome, bairro, amigo, amor.
Brilhante no seu papel de pai, Caúmo nos falou do seu filho, que tem seu nome. Assim como eu e Francis, eles só tiveram um filho. Caúmo lembra meu pai, um homem vestido de sentimentalidades e só pessoas assim sabem o que é catar um colo. Uma emoção que bate aqui!
“Você sabe, Kubi, que várias vezes eu estou dormindo e me acordo com Maria, dizendo: ´Sete e meia, Octávio´. Era assim que ela me acordava. E às vezes é suave. Outras, brava”, disse ele rindo.
Pois, bom sábado Caúmo! Feliz 2014!

Kapetadas
1 – E as rosas? E as nuvens? E a alegria de Maria?
2 – Som na caixa: “Estamos só de passagem…”, Caetano Veloso.

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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