Texto do jornalista Kubi Pinheiro em O Correio da Paraíba de 4 de janeiro de 2014.

Estava almoçando com meu filho Vítor num restaurante em Tambaú, quando vejo na mesa do canto, o amigo querido Octávio Caúmo. Foi ali no Boibumbar que eu conheci ele e sua mulher, Maria. Quando o vejo, tenho saudades dela. Tão simples Maria!
Maria trabalhava para ajudar os necessitados no Centro Kardecista “Os Essênios”, em Manaira. Perfeita simbiose que gritava de felicidade. Maria dos abraços e milhares de minutos de sabedoria. Sempre que vejo Caúmo, enxergo Maria. Coisas do amor. Viver é isso: tirar a tristeza das cenas de adeus.
Acenei, ele veio e, elegante, não quis sentar. Um gentleman o jornalista Octávio Caúmo! Ali em pé perguntei por Maria: “A última notícia dela foi aquela que lhe falei”, disse ele.
Muita gente pensa que a vida se acaba com a morte. Muitos sabem de um elo que não se perde, que vai além das fotografias que ficam espalhadas na memória, onde mora o verdadeiro amor. Caúmo é um que sabe. Conheceu Maria na Sampa deles dois. É tão bonito uma pessoa amar outra!
Escuto discos antigos de blues e vejo filmes amorosos para não ficar triste com a maldade do mundo. É como gozar de felicidade. Caúmo mora na Avenida Cairu, ou seja: quis o destino que fôssemos vizinhos de bairro. Nome, bairro, amigo, amor.
Brilhante no seu papel de pai, Caúmo nos falou do seu filho, que tem seu nome. Assim como eu e Francis, eles só tiveram um filho. Caúmo lembra meu pai, um homem vestido de sentimentalidades e só pessoas assim sabem o que é catar um colo. Uma emoção que bate aqui!
“Você sabe, Kubi, que várias vezes eu estou dormindo e me acordo com Maria, dizendo: ´Sete e meia, Octávio´. Era assim que ela me acordava. E às vezes é suave. Outras, brava”, disse ele rindo.
Pois, bom sábado Caúmo! Feliz 2014!

Kapetadas
1 – E as rosas? E as nuvens? E a alegria de Maria?
2 – Som na caixa: “Estamos só de passagem…”, Caetano Veloso.

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