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Já não mais vou julgar a humanidade;
Eu decidi cuidar dos meus defeitos,
Porque se eu combater os seus efeitos
Hei de ter muito mais felicidade!

Não quero evidenciar senilidade,
Perdendo-me em vulgares preconceitos;
Se quero para mim os meus direitos,
Os outros têm a mesma liberdade!

Uns já têm lucidez, viveram mais,
E podem construir a própria paz,
Porém outros não sabem, ora essa!…

Tem cada um seu grau de entendimento
Que aflora e se revela, num momento,
Conforme a circunstância em que se expressa…

Observe a lagarta como é feia,
Peçonhenta, que dá repugnância;
E uma aranha, que mora atada à teia,
Construída de sua própria substância…

Um dia esta lagarta, com elegância,
Será uma borboleta e, volta e meia,
Se enroscará na teia, e com sua ânsia
De libertar-se, esbate-se e tonteia.

Assim também ocorre com os vaidosos,
Que flautam pela vida pretensiosos,
Sem ver que passo a passo, dose a dose,

Rumamos ao futuro, e bem depressa,
Pois logo que nascemos já começa
O fenômeno da metamorfose!…

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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