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Américo Falcão (o poeta do mar)  –  Lucena-PB – 1880-1942

Eu não sei compreender a justiça e o direito
Que nascem como sóis dos tribunais do mundo.
Não vejo no universo um julgador perfeito,
Ativo seguidor do direito profundo!

A lei condena agora o triste vagabundo,
A quem chama, talvez, de mísero suspeito;
A mesma lei absolve o milionário imundo,
Alma negra e feroz – emblema do defeito!

A lei somente alcança os entes miseráveis,
Atirados, sem pena, aos lúgubres cafuas,
Pelo rubro rancor dos homens execráveis!

O outro transforma a lei e o poder tudo aplaca;
Exemplo: andam aí, vagando pelas ruas
Criminosos sociais, perversos de casaca!…

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Sonetinho feito hoje  – 16/03/2014

Feliz daquele que não guarda mágoa;
Feliz daquele que não tem rancor,
Por que só assim todo o seu mal deságua,
Absorvido na alegria do amor!

Quem nunca enche os próprios olhos d´água,
Sempre supera a sua própria dor,
Irá livrar seu coração da frágua
Que só nos causa tanto dissabor.

Jogue pra longe o melindrar da ofensa
E terá logo em si a recompensa
De transformar-se noutra criatura…

Tire de si o fel do sofrimento
E então verá que, num curto momento,
A sua tristeza há de virar ventura!

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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