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Plantei no meu canteiro uma roseira,…
Para dar flores muito coloridas!…
Depressa, ela ficou toda florida,
Mas, logo após, despetalou-se inteira!

Que vida efêmera! Hoje a touceira
Está desnuda, seca e tão dorida;
Nem teve tempo para a despedida,
Tal pressa teve a rosa derradeira!

Assim é a vida: uma efemeridade…
Passa da infância para a puberdade
E – num repente – deixa-nos murchados…

Só uma carcaça, qual touceira tosca,
Resta, alquebrada, qual galhada fosca,
Quando também somos despetalados.

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Vinte clubes jogavam um torneio,
Entre eles, fatalmente, um ganharia
E os outros dezenove perderiam
Ficando mais em baixo ou mais no meio…

Cada um tem seu time e, num anseio,
Com o título todos sonhariam
Sabendo que no fim uns chorariam
E o outro gozaria o mal alheio!

Mas aquele que for bom esportista,
Mesmo sendo na vida um otimista,
Saberá que perder é uma arte;

Ganhar é muito fácil e o sucesso
Nos leva muita vez a algum excesso
Fazendo-nos perder a melhor parte!…

Rogaciano Bezerra Leite – Pernambuco

Um poeta que rodou o mundo. Radialista, jornalista, bacharel em letras pela Universidade do Ceará,  diplomata. Nascido em 1/7/1920, em Itapetim-PE, a terra dos poetas. Faleceu em 7 de outubro de 1969, no Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro e está sepultado no Cemitério São João Batista.

Em 1968 foi à Franca e diferentes países da Europa, passando pela União Soviética deixando seu longo poema “Os trabalhadores” reproduzido em monumento na praça central de Moscou. Segundo Paulo Cardoso, já traduzido para vinte e seis idiomas. Recitou para presidentes e governadores. Sua principal obra é o livro Carne e Alma.

Abaixo, um de seus belos sonetos:

Súplica – À Mazé

Ave que pousas junto a mim, cantando
Da alva ao romper e ao declinar do dia,
Não me agrades com tanta melodia
Antes de ires ao porto em que te mando.

Não errarás por certo acompanhando
Meus pesares na longa travessia
Te servirão de alento, amparo e guia;
Repousa onde eles forem repousando.

Entrega-lhe esta carta e se orvalhada
Chegar-lhe às mãos conforme te entreguei
E ela indagar-te como foi molhada,

Beija-lhe a boca e dize-lhe “não sei”…
E por mais que ela insista, ave adorada,
Não lhe confesse nunca que eu chorei

Paranaíba – PI – 19/2/1947.

O raio x mostrou o osso bichado;
Parece que essa tal de osteoporose
Em mim está adiantada na sua dose,
E o esqueleto está meio carunchado…

Talvez por que eu não tenha praticado
Esporte e essa tal metamorfose
Criou em mim também muita esclerose,
Deixando-me com dor, meio travado!

Preciso de mais cálcio e vitamina
A “D” que não existe na rotina
Que tenho, quase sem banhar-me ao sol…

Eu devo caminhar, como exercício,
Sem que isso represente sacrifício,
Curtindo a majestade do arrebol!

 

Acordei às 5h30, com vontade escrever. Saiu isto…

A nossa maior tarefa
É o autoaprimoramento;
É o que de mais importante
Nós temos neste momento
Desta nova encarnação,
Pois aplicar a lição
É vencer o sofrimento!

Vamos usar a Boa Nova
Que nos guia com sua luz,
Para sairmos do escuro,
Porque ela é que nos conduz;
Cuide sempre de si mesmo,
Jamais viva a vida a esmo,
Escute o Mestre Jesus!

Olhamos o semelhante
Só procurando defeito,
Enquanto isso esquecemos
De analisar-nos direito;
Deixando o tempo passar,
Mas sem nos aprimorar
Na lei de causa e efeito!

Vamos ajudar os outros,
Na linha da caridade,
Porém jamais esqueçamos
Que hoje a nossa prioridade
É sair daqui mais forte
E o Evangelho é o suporte
Que nos ensina a verdade!

A tal da reforma íntima
Que apregoa o Espiritismo,
É para ser realizada
Aos poucos, sem fanatismo,
Até banirmos o orgulho
Que enche a alma de entulho
E nos leva ao egoísmo!

Aproveitemos, Amigos,
Esta passagem na Terra,
Porque o tempo vai depressa
E logo, logo, se encerra;
E quando chegar a morte,
Vamos reclamar da sorte
Como um cabrito que berra!

Só que ai não há desculpa!
Vagando na escuridão,
Como uma alma penada,
Parecendo assombração,
Nós ficaremos vagando
E alguma luz procurando.
Perdidos na imensidão…

Espero tenha entendido
Porque hoje está reencarnado;
Não é só para curtir
Deixando o esforço de lado,
Imaginando que a morte
Vai resolver a sua sorte
Porque estará liquidado!…

Viveremos para sempre;
Convença-se da verdade!
Fomos criados por Deus
Para ter eternidade
E não viver de recreio
Só vindo à Terra a passeio
Sem responsabilidade!

Aproveite enquanto é tempo
Esta sua caminhada,
Porque mais cedo que espera
Vai chegar ao fim da estrada
E depois que o mal for feito
Saiba que não tem mais jeito;
Reclamar não adianta nada!

 

Comentários ao longo dos anos.

Algumas frases escritas que alavancaram o nosso ego durante o tempo em que editamos os boletins Tribuna Poética e Tribuna Literária. De dezembro de 1998 a dezembro de 2007, impresso, e mais um ano em versão on line.

“Adoro o Tribuna Literária” – Dom Aldo Pagotto, Arcebispo da Paraíba – 4/4/2005

“Cumprimentando-o, envio reprodução VHS da Sessão Solene realizada nesta Casa Legislativa, como uma recordação a quem sempre engrandeceu a cultura do nosso estado.” Deputado Rodrigo Soares. 10/6/2005.

“Caro Sr. Octávio. Com os meus cumprimentos, agradeço o gentil e constante envio do boletim “Tribuna Literária”, que me faz tão bem! Com o meu abraço respeitoso.” Dom Aldo Pagotto – Arcebispo da Paraíba. 7/3/2005.

Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba. Requeremos à V. Excia, na forma regimental, que seja encaminhado VOTO DE APLAUSO ao jornal Tribuna Literária, editado pelo jornalista Octávio Caumo Serrano, JUSTIFICATIVA: O jornal TRIBUNA LITERÁRIA já está no seu terceiro ano com 31 edições ininterruptas, divulgando e mostrando o trabalho de poetas de João Pessoa, da Paraíba e de fora das nossas fronteiras. A cada edição, tomamos contato com poetas que já são consagrados no meio poético ou que estão iniciando a divulgação do seu trabalho. É importante destacar que a Tribuna Literária tem cumprido um papel importante na divulgação da poesia e da literatura na Paraíba e fora dela. Por todos esses fatos relatados é que defendo esse Voto de Aplauso para o Jornal Tribuna Literária, na figura do seu editor, jornalista Octávio Caúmo Serrano. Deputado Ricardo Coutinho, atual Governador da Paraíba e candidato à reeleição no próximo 26 de outubro de 2014, requerimento da ALPB nº 4305 de 20/4/2004.

“Caro Octávio Caúmo. Agradecendo a elegância do registro de minhas palavras, quero agradecer também a remessa do exemplar da edição de número 54, ano 5, março de 2006, da sua preciosa Tribuna Literária que li e releio com o encantamento de sempre, desta vez admirando a bela e merecida homenagem que você prestou ao nosso poeta J.G. de Araújo Jorge. Abraço carinhoso do Maurício Azêdo – Presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Rio de Janeiro. 15/3/2006.”

Quando interrompemos a versão impressa, recebemos do mesmo presidente da ABI, o comentário abaixo: “Ao acusar recebimento das edições de número 74 e 75, novembro e dezembro de 2007, da sua Tribuna Literária, não posso deixar de expressar meu desalento diante da sua decisão de manter a publicação apenas em versão online, que temo possa representar uma redução do seu universo de leitores. Não posso também deixar de expressar minha admiração pelo esforço e obstinação com que você manteve a edição da Tribuna Literária, que lhe terá exigido grandes sacrifícios, é certo que compensados pela alegria de produzir um veículo tão importante e oferecer notável contribuição à cultura do país. Abraço afetuoso – Maurício Azêdo – 10/1/2008.

Sob o título AINDA QUEIMA A ESPERANÇA, vimos estampado no jornal Correio da Paraíba de 3/10/2004, um comentário do professor Trindade, colunista de jornais paraibanos há muito tempo, quando ministra aulas de português. O que ele escreveu: “Por que o título da coluna AINDA QUEIMA A ESPERANÇA? Por um motivo muito simples, caro leitor. Recebi um e-mail maravilhoso enviado pelo editor de um jornal chamado Tribuna Literária. Já pensou? Alguém ainda hoje, quando todo mundo quer boicotar a cultura, editar um suplemento literário? Eu que o diga, pois editei o Correio das Artes e enfrentei todo tipo de preconceito contra “esse povo intelectual” da área da cultura. Registro, então, com satisfação o e-mail do editor Octávio Caúmo Serrano. E continua falando do nosso comentário sobre o uso do pronome lhe, equivocadamente.”

Ainda entre os VOTOS DE APLAUSO, recebemos por iniciativa do Dep. Rodrigo Soares, com a seguinte justificativa: Tribuna Literária – boletim informativo dos Poetas e Escritores Independentes – completa o terceiro ano de circulação, veículo alternativo de leitura voltado para a cultura popular. Apesar dos percalços, o jornal segue firme e forte na finalidade a que se propôs, ou seja, levar cultura de graça para as pessoas de todas as classes sociais. Destarte, apresentamos nossas mais efusivas congratulações àqueles que direta ou indiretamente contribuíram para a feitura da referida publicação. Rodrigo Soares – Requerimento da Assembleia Legislativa da Paraíba nº 2667/2003 de 13/10/2003  

Recebemos ainda muitas outras manifestações de elogio e apoio em academias culturais e em reuniões de arte em diferentes locais onde nos fazíamos presentes, sempre enaltecendo nosso pequeno jornal. Cartas, cartões e comentários favoráveis nos chegavam constantemente. Valeu a pena tanto trabalho.

Em razão do jornal, também, recebemos em 2005 o título de Cidadão Paraibano, em sessão solene da Assembleia Legislativa da Paraíba e em 2006 a Medalha Augusto dos Anjos, a mais alta comenda para os que se dedicam à divulgação da cultura no estado. Ambas as homenagens foram da iniciativa do Deputado Rodrigo Soares.

Outra do professor Trindade – 18/8/2013: O leitor Octávio Caúmo Serrano, uma das pessoas que mais admiro em João Pessoa (o homem teve a coragem de manter um jornal de cultura numa época dessas) manda-me uma observação (ele chama dúvida) interessante: Na página 14 do Correio da Paraíba desta segunda há o texto: “A gente se orgulha de ter nascido nessa cidade.” Não seria nesta cidade? Na verdade, Octávio, do ponto de vista da língua padrão você está certo. Se a cidade é elemento próximo (critério espacial) realmente o certo seria se usar esta. Acontece, Caúmo, que há uma diferença entre língua e linguagem. A língua é um padrão objetivo a ser seguido como critério de unificação. A língua é um conjunto de códigos. A linguagem, por sua vez, reproduz as fala de diversos segmentos e culturas, dependendo obviamente de cada grupo. Mas em documento oficial, a distinção entre este, esse e flexões, deve prevalecer. Agradecemos ao professor pelas explicações.

Mero registro de um trabalho que nos deu muita alegria e agradável retorno. Obrigado a todos. Octavio Caúmo Serrano

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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