Dornelio Na Casa da Poesia – ASIP – quartas à tarde

Dornélio Barbosa Meira

Deus existe nas cascatas.
Nos ventos e furacões.
Está nas obras exatas
Como em nossos corações.

Deus está naquele cúmulo
Carregadinho de chuva.
Na planta que sai do “túmulo”,
Como quem sai de uma luva,

Depois cresce e frutifica,
Alimentando a nação,
na fonte que purifica,
no pastor ao dar a unção.

Está presente no charco,
Apesar da podridão;
Porque a vida ali faz marco,
E precisa compaixão.

Deus preenche este universo;
Vai além das amplidões.
Não consigo pô-Lo em verso,
Mas, em minhas orações.

Deus é o Pai da criação.
Mantem os ciclos da vida.
Aos astros dá rotação.
Dá o descanso após a lida.

Deus é a vida, é a morte,
Pois desta, fez ilusão.
Mandou-nos Jesus por norte,
Para nossa salvação.

Na difícil caminhada
Em busca da Luz Maior,
Deus já deixou semeada
Toda a semente do amor.

Gastaria muitas tintas
Pra mostrar que Deus existe,
Mas, paro, para que sintas…
Quem ama a Deus não é triste.

Deus está no namorado
Que sua espécie perpetua.
Neste céu, de astros, bordado.
No eterno que se insinua.

Deus criou o bicho e a planta.
A profundeza do mar.
O vulcão que se levanta
Com seu bojo a fumegar.

Deus criou Céus, criou terra.
Criou o homem inteligente,
Que pega a semente e enterra;
Mas, só Deus, brota a semente.

Deus é de tudo, o criador.
Abra sua alma e a cabeça.
Cante hinos em Seu louvor,
Ajoelhe-se, e reconheça.

João Pessoa, PB, 02/08 a 22/09/2014.

= Poesia protegida pela lei 9610 de 19/02/1998 =

Anúncios