Plantei no meu canteiro uma roseira,…
Para dar flores muito coloridas!…
Depressa, ela ficou toda florida,
Mas, logo após, despetalou-se inteira!

Que vida efêmera! Hoje a touceira
Está desnuda, seca e tão dorida;
Nem teve tempo para a despedida,
Tal pressa teve a rosa derradeira!

Assim é a vida: uma efemeridade…
Passa da infância para a puberdade
E – num repente – deixa-nos murchados…

Só uma carcaça, qual touceira tosca,
Resta, alquebrada, qual galhada fosca,
Quando também somos despetalados.

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