Eu, moço pobre, andava sempre a pé;
Mas almejava ter meu próprio carro,
Para não mais ter de pisar o barro;
Um belo Ford ou um Chevrolet…

Um carro novo… Ou usado, até,
Que não tivesse os riscos de um esbarro,
Para que eu, com meu jeito bizarro,
Nele passeasse com minha mulher!

Eu consegui. Mas dentro dessa máquina,
Eu tive vida sedentária, estática,
Que só me encheu de dores e feridas…

Hoje preciso fazer caminhadas,
Todos  os dias,  muito aceleradas,
Para não ter as veias entupidas!…

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