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O mal que eu sempre temo é o da consciência,
Por magoar alguém sem perceber,
Nascido de algum gesto de impaciência,
Mesmo que tenha sido sem querer…

Palavras que escaparam, na incoerência,
Que apenas expressaram um maldizer,
Perdidas pela falta de prudência
Que agora não se pode recolher!

Somos donos da palavra não dita,
Mas se errada criamos só desdita
Por que não mais podemos refrear…

O estrago que ela faz seria evitado
Se aprendêssemos a ficar calado,
E domado este nosso palavrear.

 

Não cultive jamais o preconceito
Contra cor, raça ou sexualidade,
Porque todos que formam a humanidade
São os filhos de Deus, o Pai perfeito!

Semelhantes que são, pedem respeito,
Só querem se inserir na sociedade,
Segundo seus prazeres e vontade,
Fazendo o que acreditam ter direito.

Com a vara que medirmos, diz o Cristo,
Seremos nós medidos, pense nisto,
Porque a justiça é feita por igual…

A cada um a vida que deseja;
E que Deus, nosso Pai, sempre o proteja,
Pois tudo é provisório e natural!…

 

Às vezes as doenças de um mortal,
São os testes que aferem se o sofrido
Sabe ser superior, se o combalido
Consegue superar algo anormal!

Aquele que só vive entristecido,
Visite um leprosário, um hospital,
Um asilo e verá que este seu mal
É algo que não tem qualquer sentido!

Quem tem mente segura e pés no chão
E pode caminhar alegre e são
Sem precisar do apoio da bengala,

Apenas já por isso é um felizardo,
Jamais deve sentir-se qual bastardo,
Esquecido por Deus, numa senzala!

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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