O mal que eu sempre temo é o da consciência,
Por magoar alguém sem perceber,
Nascido de algum gesto de impaciência,
Mesmo que tenha sido sem querer…

Palavras que escaparam, na incoerência,
Que apenas expressaram um maldizer,
Perdidas pela falta de prudência
Que agora não se pode recolher!

Somos donos da palavra não dita,
Mas se errada criamos só desdita
Por que não mais podemos refrear…

O estrago que ela faz seria evitado
Se aprendêssemos a ficar calado,
E domado este nosso palavrear.

 

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