É comum se dizer: – Não tenho tempo!…
Mas, na verdade, o tempo ninguém tem,
Porque o tempo não vai, não segue além;
É abstrato, e supera o contratempo…

Errando, imaginamos, no entretempo,
Que o tempo passa e que não se detém;
Mas quem passa é o homem, um zé-ninguém,
Que pensa que esta vida é um passatempo…

O tempo está parado!… A velhice
É o confisco da nossa meninice,
Que sonha o seu nirvana conquistar…

Porém, por sempre agir como um menino,
Não sabe preparar seu bom destino,
Nem como se conquista o tal lugar!

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