Quem é o pobre mendigo que ali vai,
Com um saco de lixo sobre o dorso,
De face contristada pelo esforço,
Tão pesado, que até tropeça e cai?…

Teria sido omisso como pai
Com um filho faminto e todo torso,
Pois anda tão arcado, tão retrorso,
No remorso da vida que lhe esvai?!

Será que é como alguém do “mensalão”,
Ou de outro tipo de corrupção
Que só pensou em lesar a humanidade?

Quem sabe ex-presidente, um senador,
Um traficante ou especulador,
Purgando, em sofrimento, a sua maldade?…

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