Quem me olha, me vê, mas se equivoca,
Pois não sou esta forma esdruxular.
O corpo é, simplesmente, uma biboca
Para a alma, que é livre, deambular…

Enquanto um envelhece, devagar,
A outra se aprimora, presa à toca.
E ele sem perceber o dia passar,
Com o tempo, cedo ou tarde, se derroca!

Mas ela nunca finda. E a recompensa,
É que cresce, e evolvendo descondensa,
Até exibir por fim todo um primor…

E o homem, após restauro, já elevado,
Deixando este exterior velho, alquebrado…
Festeja, sublimando-se no amor!

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