Estava pensando nisto:
Não temos de ter raiva dos políticos desonestos; temos de ter pena. Eles não sabem o que fazem! Ah se soubessem…
Daí fiz este soneto. Do que damos, recebemos!

ADVERTÊNCIAS

Octávio Caúmo Serrano – 01/04/2017

 

Quem és tu, meu querido favelado,
Que moras sem conforto e sem comida,
De carcaça no chão, toda estendida,
Sem saber o que foste no passado?

Acreditas-te um ser que é castigado
E é por isso que tens hoje esta vida?
Não lamentes teu mal, alma querida,
Porque estás corrigindo o que está errado…

Um dia neste mundo foste rei
E te cabia zelar pela tua grei,
Mas, distraído, apenas tu pensavas

Que a nobreza da vida era só tua
E então deixaste os outros pela rua
Enquanto na riqueza te fartavas!…

 

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