Acordei me examinando…

MÃOS – 26/11/2017
Octávio Caumo Serrano

Que eu sempre use as mãos com mansuetude,
Que ponha nelas todo amor que sinto
Para servir um prato a um faminto
E tendo nos seus gestos só virtude…

Que seja só de paz minha atitude
E o ódio esteja em mim já todo extinto!
Que eu tenha a caridade como instinto,
E saiba sorrir sempre, sem ser rude.

Que elas levantem alguém que está caído,
Alguém que, junto a mim, vejo sofrido,
E que busque o repouso de um regaço.

Que elas amparem o trôpego em vacilo,
E que ao final de tudo, em belo estilo,
Saiba ainda afagá-lo em longo abraço!

 

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