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Nos dias atuais, defendemos nossas casas com aparelhagem contra a invasão de marginais; colocamos cadeados, alarmes, cercas, câmeras, muros altos, vigilantes armados e ainda fazemos seguros… Protegemos também nossos corpos com a ingestão de vitaminas e receituário alimentar adequado, além de fortalecê-lo com atividades físicas.

Na escolha dos Amigos, buscamos conhecer seus hábitos, posição social, e demais valores do mundo. Mas não temos o mesmo cuidado com a alma. Deixamos que invadam nossa intimidade pensamentos negativos, como ódio, desejos de vingança, inconformação e mágoa por prejuízos sem importância, materiais ou sentimentais. O problema é que eles rebaixam nossa imunidade contra o sofrimento, porque abrem portas mentais por onde penetrem no nosso coração e na nossa mente ideias tão negativas e nocivas como os nossos sentimentos inferiores.

Se não dermos tais facilidades, os possíveis inimigos não conseguirão minar nosso entusiasmo nem desanimar-nos contra as dificuldades do mundo que, afinal, bate à porta de todos nós. Ninguém tem imunidade contra o sofrimento. A diferença é como sofremos e se fazemos de uma dificuldade natural um grande problema. A medicina já disse que não há doenças, mas doentes; assim, não há problemas invencíveis, mas humanos enfraquecidos que não conseguem lutar.

Que é a depressão senão a bola de neve que gira em nossa mente, repetindo interminavelmente que somos infelizes? Quem tem pena de si próprio já é um derrotado. A vida gosta dos fortes porque os fracos caem por si mesmos. Ninguém pense que isto é filosofia, mas um alerta para que enfrentemos as intempéries da vida, sem reclamar e sem supervalorizá-las, para que elas não destruam nossos bons sentimentos. Elas têm o tamanho que lhes damos.

Os que já conhecem sobre a reencarnação, sabem que não pagamos dividas alheias. As dificuldades são provas para testar nossa fé e servem como expiação para sanarmos nossos antigos erros que causaram danos a outras pessoas. Deus não comete injustiça. O sofrimento, mais que dor, é alerta e oportunidade para crescimento espiritual. Nossas queixas ocupam espaços da nossa mente que deveriam estar livres para abrigar lições saudáveis e úteis. Treinando, com base na fé raciocinada, venceremos esse estado infeliz que caracteriza a maioria das pessoas no final desta era.

Vençamos a vida e não só vençamos na vida; é esta nossa maior tarefa. Autodomínio, pés no chão e mente no futuro para seguir na direção da ventura! A felicidade, se quisermos, pode ser deste mundo! A alegria nos cura e a cólera nos enferma. E, além disso, é aqui e agora que se prepara a felicidade duradoura, com base na Lei de Deus! Mãos à obra, porque o tempo está acabando!

Jornalista e poeta

Publicado no Correio da Paraíba de 17 de dezembro de 2014.

 

Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Entre os nossos bens mais preciosos, indubitavelmente o mais valioso é a nossa própria vida. E o que temos feito com ela? Entregamo-la ao primeiro que passa na ilusão de que ele cuidará dela melhor do que nós.

Uns a entregam ao governo, acreditando que se este ou aquele candidato for eleito seus problemas estarão resolvidos. Outros preferem entregá-la ao líder da sua igreja, convictos que com meia dúzia de palavras decoradas, conhecidas como louvação, sanarão todos os seus males. Dizem-lhe que só Cristo salva e eles pensam que para obter essa salvação basta ir ao culto uma vez por semana e orar mecanicamente. Pobres iludidos que não sabem que sem trabalho, esforço e perseverança no bem ninguém caminha um passo na direção da apregoada salvação, que nada mais é do que crescimento espiritual e entendimento sobre a importância de viver.

Informaram-nos que depois do tal pecado da maçã, o homem foi condenado a ganhar o pão com o suor do seu rosto, porque devido à sua desobediência perdeu os privilégios de viver no Paraíso. Mas o trabalho, além de nos dar o digno sustento obtido por esforço próprio, é a melhor escola para enriquecer-nos de conhecimentos. Quem trabalha sempre aprende algo novo e sente-se ampliado como pessoa a cada dia. Diferente do ocioso que vai dormir nas mesmas condições que despertou pela manhã. Não se acrescentou em nada.

Não entregue sua vida a ninguém. Devote-a ao bem porque tudo o que fizer ao outro é a você próprio que estará fazendo. A lei de ação e reação – III Lei de Newton – diz: “Para toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade.” Faz o bem, recebe o bem; está sereno, sente calma; está em atividade, aprende algo.

Só entregue sua vida a Deus, mesmo porque a nossa vida não nos pertence; é emprestada e só Ele pode pedi-la de volta. Não tente desistir da luta nem mesmo com suicídio porque não vai conseguir; somos imortais; mesmo que destruamos o corpo, a consciência permanece viva porque o espírito não morre. Se tentar se matar vai ter uma terrível decepção porque continuará vivo e com mais erros para consertar.

Asserene-se, ame e prossiga; não há outra opção. Verá que dias melhores virão!

Correio da Paraíba – 04/12/2014

Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Como a maioria dos brasileiros nascidos há oitenta anos, eu fui batizado no catolicismo, a religião tradicional do país; e todos devem ter uma. Mesmo sem ter sido um praticante, sou grato porque foi por ela que conheci Deus, Jesus e Maria Santíssima. Mas com o tempo, diversificaram um pouco os caminhos da fé do nosso povo, embora o final seja o mesmo.

Em 1974, “por acaso”, conheci a Doutrina Espírita. Sem ter mente brilhante, também não me tenho como ignorante. Como aprecio o pensamento lógico e o bom senso, decidi aprofundar-me nessa religião, que tem também um pouco de filosofia e de ciência. Não tinha problemas além dos normais; meu desejo era apenas conhecer. Comecei a ler o livro que organizou o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, e vi nele respostas para muitos dos meus questionamentos.

Sob o lema: “fora da caridade não há salvação”, vi que ele não se preocupa com a crença das pessoas e até afirma que “a boa religião é a que melhora o homem”. Não tenta converter ninguém. Diz mais: “reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar as suas más tendências.” Não é pela mediunidade, nem pelos passes que aplica ou palestras que profere, mas pela luta por sua reforma interior para ser homem de bem. Nada cobra pelo que oferece; nem aulas, nem passes, nem orientações.

Homens ilustres, como o médico cearense Adolfo Bezerra de Menezes e o jornalista paulista, de Avaré, José Herculano Pires, para citar apenas dois exemplos, decidiram ler o livro depois de presenteados por amigos. Tornaram-se espíritas convictos. Este último, que se tornou espírita aos 22 anos de idade, chegou a traduzir obras do francês para a nossa língua.

Não nos preocupam eventuais críticas contra a doutrina porque ela não se abala nem precisa da nossa defesa; mas lamentamos os comentários feitos pelos que a desconhecem e não têm, portanto, autoridade para julgá-la. Era preferível que estudassem cuidadosamente o Livro dos Espíritos, e de reforço O Evangelho Segundo o Espiritismo, todo ele fundamentado nas orientações de Jesus, para só depois apontar os erros que encontrassem nas obras. Mesmo como curiosidade! Poderão até beneficiar-se daquilo que hoje menosprezam. É mais inteligente!…

Quem desejar dialogar sem preconceitos, estamos aqui, identificados e às ordens. Mas primeiro conheçam; antes disso, será leviandade falar mal; talvez espalhem inverdades.

Que o Senhor da Vida nos dê discernimento e nos proteja!

Jornalista e poeta

Publicado no Correio da Paraíba de 18/11/2014.

Pare um pouco seu trabalho e leia com atenção. Tenha paciência! O tempo perdido será recuperado mil vezes se você absorver e aplicar os conceitos fundamentais dessas aulas.

1ª AULA

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
– Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
– Claro, porque não?
O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.
Conclusão: Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo.

2ª AULA

Na África todas as manhãs o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo.
Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.
Conclusão: Não faz diferença se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr.

3ª AULA

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e, na rua, encontram uma antiga lâmpada a óleo.
Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio.
O gênio diz:
– Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
– Eu primeiro, eu primeiro, grita um dos funcionários! Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida… Puff e ele foi.
O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
– Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pina coladas! Puff, e ele se foi.
Agora você, diz o gênio para o gerente.
– Eu quero aqueles dois folgados de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!
Conclusão: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.

4ª AULA

Um padre está dirigindo por uma estrada quando  vê uma freira em pé no acostamento. Ele para e oferece uma carona que a freira aceita. Ela entra no carro, cruza as pernas revelando suas lindas pernas. O padre se descontrola e quase bate com o carro. Depois de conseguir controlar o carro e evitar acidente ele não resiste e coloca a mão na perna da freira. A freira olha para ele e diz:
– Padre, lembre-se do Salmo 129!
O padre sem graça se desculpa:
– Desculpe Irmã, a carne é fraca… E tira a mão da perna da freira.
Mais uma vez a freira diz:
– Padre, lembre-se do Salmo 129!
Chegando ao seu destino a freira agradece e, com um sorriso enigmático, desce do carro e entra no convento. Assim que chega à igreja o padre corre para as Escrituras para ler o Salmo 129, que diz:
“Vá em frente, persista, mais acima encontrarás a glória do paraíso”.
Conclusão: Se você não está bem informado sobre o seu trabalho, você pode perder excelentes oportunidades.

5ª AULA

Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:
– Eu lhe dou 3.000 reais se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua.
Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora.
Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
– Quem era?
– Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
– Ótimo! Ele lhe deu os 3.000 reais que ele estava me devendo?
Conclusão: Se você compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias.
6ª AULA

Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas e acha que provavelmente algumas mulheres invadiram suas terras. Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa. Quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
– Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
– Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!
Conclusão: A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.

Portanto,

Antes de falar, escute…
Antes de escrever, pense…
Antes de gastar, ganhe…
Antes de julgar, espere…
Antes de desistir, tente…

“No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo.”
(Autor desconhecido, mas esperto )

 

 

Encerradas as eleições, as urnas revelaram cinquenta por cento para cada lado; situação e oposição. E a pergunta do título é: é agora?

Resposta: agora nada. Agora esperar que os resultados que deixaram o poder na corda bamba possam fazê-lo pensar e reviver muitas de suas decisões, consciente agora que o povo está “meio” descontente, já que cinquenta por cento disse “não” ao atual estado de coisas.

Os que votaram contra o governo estão revoltados e se perguntando sobre as recentes falcatruas e se elas ficarão por isso mesmo. Indagarão se os condenados não cumprem penas mais brandas do que um delinquente comum, já que estão cheios de privilégios!

Não é novidade que o poder econômico é mais forte do que o moral; mas nos dias atuais, de mídia ágil e moderna, com redes sociais mostrando a sujeira que estava sob o tapete, os escândalos vêm à tona e parece que vivemos o momento de maior desonestidade da história. Mas isto sempre existiu, desde o descobrimento; e agrava-se, também, porque o Brasil já não é mais aquela republiqueta, parte do quintal dos americanos, conhecida como América Latina.

Se os desonestos não são punidos, como ficam? Lamentavelmente, para eles, ficam na pior situação que um homem pode estar. Têm o caráter manchado com falcatruas indeléveis que nem o tempo apaga. Permanecem para sempre com registros em sua alma que os deixam de consciência pesada. Ao se olharem no espelho, em vez de ver à sua frente um homem de bem, respeitado por amigos, pela família e pelos filhos que tinham nele o modelo para o seu futuro, estarão contemplando um crápula, oportunista, fraco e desonesto, que um dia se julgou o mais esperto dos mortais. Ao dormir, seus sonhos são pesadelos. Seu futuro está castrado. Perderam o que o homem tem de mais precioso: a credibilidade. Quer maior pena que essa?

Quando aos que se julgam cidadãos decentes, que façam uma autoanálise para constatar se podem realmente se considerar honestos em todos os sentidos; se confirmado, permaneçam firmes nas suas convicções de pessoas íntegras, fazendo a parte que lhes toca. Não se detenham apenas a criticar o errado quando podem construir o certo. Quem não puder ajudar a melhorar a sociedade, que, pelo menos, seja um canalha a menos. Já será grande contribuição para melhorar o mundo!

Octávio Caúmo Serrano – jornalista e poeta

Publicado no dia 7/11/2014. – Correio da Paraíba

 

Comentários ao longo dos anos.

Algumas frases escritas que alavancaram o nosso ego durante o tempo em que editamos os boletins Tribuna Poética e Tribuna Literária. De dezembro de 1998 a dezembro de 2007, impresso, e mais um ano em versão on line.

“Adoro o Tribuna Literária” – Dom Aldo Pagotto, Arcebispo da Paraíba – 4/4/2005

“Cumprimentando-o, envio reprodução VHS da Sessão Solene realizada nesta Casa Legislativa, como uma recordação a quem sempre engrandeceu a cultura do nosso estado.” Deputado Rodrigo Soares. 10/6/2005.

“Caro Sr. Octávio. Com os meus cumprimentos, agradeço o gentil e constante envio do boletim “Tribuna Literária”, que me faz tão bem! Com o meu abraço respeitoso.” Dom Aldo Pagotto – Arcebispo da Paraíba. 7/3/2005.

Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba. Requeremos à V. Excia, na forma regimental, que seja encaminhado VOTO DE APLAUSO ao jornal Tribuna Literária, editado pelo jornalista Octávio Caumo Serrano, JUSTIFICATIVA: O jornal TRIBUNA LITERÁRIA já está no seu terceiro ano com 31 edições ininterruptas, divulgando e mostrando o trabalho de poetas de João Pessoa, da Paraíba e de fora das nossas fronteiras. A cada edição, tomamos contato com poetas que já são consagrados no meio poético ou que estão iniciando a divulgação do seu trabalho. É importante destacar que a Tribuna Literária tem cumprido um papel importante na divulgação da poesia e da literatura na Paraíba e fora dela. Por todos esses fatos relatados é que defendo esse Voto de Aplauso para o Jornal Tribuna Literária, na figura do seu editor, jornalista Octávio Caúmo Serrano. Deputado Ricardo Coutinho, atual Governador da Paraíba e candidato à reeleição no próximo 26 de outubro de 2014, requerimento da ALPB nº 4305 de 20/4/2004.

“Caro Octávio Caúmo. Agradecendo a elegância do registro de minhas palavras, quero agradecer também a remessa do exemplar da edição de número 54, ano 5, março de 2006, da sua preciosa Tribuna Literária que li e releio com o encantamento de sempre, desta vez admirando a bela e merecida homenagem que você prestou ao nosso poeta J.G. de Araújo Jorge. Abraço carinhoso do Maurício Azêdo – Presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Rio de Janeiro. 15/3/2006.”

Quando interrompemos a versão impressa, recebemos do mesmo presidente da ABI, o comentário abaixo: “Ao acusar recebimento das edições de número 74 e 75, novembro e dezembro de 2007, da sua Tribuna Literária, não posso deixar de expressar meu desalento diante da sua decisão de manter a publicação apenas em versão online, que temo possa representar uma redução do seu universo de leitores. Não posso também deixar de expressar minha admiração pelo esforço e obstinação com que você manteve a edição da Tribuna Literária, que lhe terá exigido grandes sacrifícios, é certo que compensados pela alegria de produzir um veículo tão importante e oferecer notável contribuição à cultura do país. Abraço afetuoso – Maurício Azêdo – 10/1/2008.

Sob o título AINDA QUEIMA A ESPERANÇA, vimos estampado no jornal Correio da Paraíba de 3/10/2004, um comentário do professor Trindade, colunista de jornais paraibanos há muito tempo, quando ministra aulas de português. O que ele escreveu: “Por que o título da coluna AINDA QUEIMA A ESPERANÇA? Por um motivo muito simples, caro leitor. Recebi um e-mail maravilhoso enviado pelo editor de um jornal chamado Tribuna Literária. Já pensou? Alguém ainda hoje, quando todo mundo quer boicotar a cultura, editar um suplemento literário? Eu que o diga, pois editei o Correio das Artes e enfrentei todo tipo de preconceito contra “esse povo intelectual” da área da cultura. Registro, então, com satisfação o e-mail do editor Octávio Caúmo Serrano. E continua falando do nosso comentário sobre o uso do pronome lhe, equivocadamente.”

Ainda entre os VOTOS DE APLAUSO, recebemos por iniciativa do Dep. Rodrigo Soares, com a seguinte justificativa: Tribuna Literária – boletim informativo dos Poetas e Escritores Independentes – completa o terceiro ano de circulação, veículo alternativo de leitura voltado para a cultura popular. Apesar dos percalços, o jornal segue firme e forte na finalidade a que se propôs, ou seja, levar cultura de graça para as pessoas de todas as classes sociais. Destarte, apresentamos nossas mais efusivas congratulações àqueles que direta ou indiretamente contribuíram para a feitura da referida publicação. Rodrigo Soares – Requerimento da Assembleia Legislativa da Paraíba nº 2667/2003 de 13/10/2003  

Recebemos ainda muitas outras manifestações de elogio e apoio em academias culturais e em reuniões de arte em diferentes locais onde nos fazíamos presentes, sempre enaltecendo nosso pequeno jornal. Cartas, cartões e comentários favoráveis nos chegavam constantemente. Valeu a pena tanto trabalho.

Em razão do jornal, também, recebemos em 2005 o título de Cidadão Paraibano, em sessão solene da Assembleia Legislativa da Paraíba e em 2006 a Medalha Augusto dos Anjos, a mais alta comenda para os que se dedicam à divulgação da cultura no estado. Ambas as homenagens foram da iniciativa do Deputado Rodrigo Soares.

Outra do professor Trindade – 18/8/2013: O leitor Octávio Caúmo Serrano, uma das pessoas que mais admiro em João Pessoa (o homem teve a coragem de manter um jornal de cultura numa época dessas) manda-me uma observação (ele chama dúvida) interessante: Na página 14 do Correio da Paraíba desta segunda há o texto: “A gente se orgulha de ter nascido nessa cidade.” Não seria nesta cidade? Na verdade, Octávio, do ponto de vista da língua padrão você está certo. Se a cidade é elemento próximo (critério espacial) realmente o certo seria se usar esta. Acontece, Caúmo, que há uma diferença entre língua e linguagem. A língua é um padrão objetivo a ser seguido como critério de unificação. A língua é um conjunto de códigos. A linguagem, por sua vez, reproduz as fala de diversos segmentos e culturas, dependendo obviamente de cada grupo. Mas em documento oficial, a distinção entre este, esse e flexões, deve prevalecer. Agradecemos ao professor pelas explicações.

Mero registro de um trabalho que nos deu muita alegria e agradável retorno. Obrigado a todos. Octavio Caúmo Serrano

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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