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Cheio de planos, todo entusiasmado,
Via os negócios prosperarem tanto,
Nem se deu conta que, cheio de encantos,
O seu destino estava já traçado.

Este seu tempo havia terminado;
Seria poupado de ter novos prantos,
Deus lhe daria agora os acalantos
E algo melhor lhe estava reservado!…

Porque será que foi ver o andamento
Da nova obra e ter envolvimento
Com o perigo, todo distraído?…

Não foi fatalidade, foi a lei
Que chama todo homem desta grei
Quando o tempo que é seu já foi vivido!…

Que Deus abençoe o estimado empresário, que veio do interior de São Paulo para deixar um marco na gastronomia paraibana. Vai deixar saudade! À família, desejamos que tenha forças para compreender e prosseguir…

 

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Pelo jeito, é tudo a mesma
coisa. 

Há em Brasília uma corte com 513 pessoas, de conceito e atividades duvidosas, e uma outra com 81 membros, igualmente em quem não se pode confiar.
Funciona assim:
Lá onde existem 513 pessoas, alguém resolve ter uma idéia e conta para os outros. Dão o nome de projeto de lei, como aquele do “painho” que trata de repor as perdas dos aposentados que foram roubados ao longo dos anos. Aposentaram-se dentro das regras contratadas enquanto contribuíam, mas o governo mudou quando chegou a hora de pagar o que devia. E para mudar é fácil. Existe um negócio chamado Medida Provisória, que de provisória não tem nada. Ferra a gente mesmo, e definitivamente.
Muito bem.
O “painho” contou para os outros a idéia que teve e eles escutaram, leram e deram palpite. Mas não foi assim na hora, não. Demoraram mais de cinco anos até que resolvessem dar uma resposta para o tal que teve a idéia e ainda deram alguns palpites para mudar umas coisinhas. Mas até acreditaram que a idéia era boa e justa. Aprovaram!
Aí precisa mandar para os outros 81 e perguntar se eles gostam da idéia. Eles deixam em banho maria por uns tempos, até que um dia, na falta de coisa melhor, como pré-sal, aumento dos próprios salários, verbas de representação, CPIs, etc., eles decidem ler e dizer que é bem legal a idéia do cara. Mas também dizem que tem umas coisinhas que precisam ser mudadas e então eles aprovam do jeito deles.
Como a idéias foi de um dos 513, a turma dos 81 tem de devolver para a outra casa para ver se eles concordam com o que eles mudaram. E assim como sanfona que vai e vem, que abre e fecha, finalmente eles chegam num acordo e votam. Criam uma lei para diminuir o sofrimento dos aposentados que veem seus salários sumindo a cada dia.
Mas pensam que está resolvido? Nada. Agora vai para um outro cara que manda em tudo e que se ele não gostar, principalmente porque a idéia não foi dele, ele faz um “xis” bem grande e joga fora aquele papel para que alguém o aproveite para outra finalidade. Ou o cara pensa que é o dono do país ou ele decide que os 594 que aprovaram o projeto são irresponsáveis e querem ferrar a nação. Nós votamos neles, mas eles querem que o Brasil se dane. É o que o outro dá a impressão.
Resultado: 513 e mais 81 caras, receberam salários por mais de cinco anos para resolver um problema que o outro cara joga no lixo porque não gostou da brincadeira. Tudo bem democrático, mas ele diz que está pensando no bem estar geral. Se ele aprovar o pais vai à falência; quebra. Mas aqueles 594 não sabiam disso? Precisam se atualizar!
Ele diz que não pode pagar o que deve porque senão o país vai ter problema. Mas quando nós temos que pagar impostos escorchantes, desonestos e desumanos, ele não pergunta se nós podemos pagar. Ou paga ou está perdido. E paga até o que não deve! Suja seu nome, penhora suas coisas e cria para você um monte de problemas. Só que o imposto foi ele quem fez e o que tem de pagar para nós, também foi ele que disse que seria daquele jeito. Só que o jeito mudou porque ele diz que não tem jeito!
Ser brasileiro é resgatar pecados. É queimar carmas milenares. E como nós acreditamos em reencarnação, devemos ter sido casca de ferida em outras vidas para ter de ser aposentado no Brasil. Pena que eles que pensam que tudo podem, não sabem que são candidatos a mendigos numa próxima vida. Serão os catadores de lixo e os pedintes das esquinas. Estão rindo?! Não perdem por esperar.
Aos 75 anos de idade, eu preciso de pouco para viver. Penso que eles não conseguirão tirar esse pouquinho que tenho para levar a encarnação até o túmulo. É o que espero. Depois, quero que todos explodam. Fiquem com a sua Amazônia e com o seu pré-sal e façam bom proveito. Fiquem com a sua inflação zero e fome 100…
Isso é democracia ou ditadura?  

Cá entre nós: acredito que o cara que rasgou o papel vai, depois, dar uma ajudinha e aprovar alguns caraminguás para os desgraçados. Mas à moda dele para posar de pai da matéria. Afinal a eleição está aí e ele quer emplacar a moça da plástica!

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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