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Ari Nóbrega - Soneto

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Hoje, eu completei oitenta e seis anos -.
Seis de junho, assinala calendário -,
E, nessa jornada de octogenário,
Temerário, ainda faço planos. 

Tentarei esquecer os desenganos
E as frustrações do longo itinerário,
Que n’alma me marcaram graves danos,
Bem muito além do meu imaginário. 

Faz tempo que se foi  a juventude,
E hoje enfrento os percalços da velhice,
Cultivando, do espírito, a saúde. 

Mas, todo dia, renovo atitudes,
Que previnam, da idade, a rabugice,
E, da mente, as cruéis decrepitudes.  

Sebastião Aires de Queiroz.

06.06.2016

 

Junho de 2016.

 

 

 

 

 

 

 

 

Cinco rosas vermelhas e viçosas,
Que agora, no jardim, desabrocharam,
Do íntimo das coloras exalaram
Inebriantes fragrâncias odorosas.

Assim tão belas quanto glamourosas,
No esplendor, logo nos extasiaram,
E olfativas memórias despertaram,
Tão românticas quão maravilhosas.

Cedendo a impulsos de intensa emoção,
Sobre a roseira estendi a minha mão,
Para colher, apenas, uma flor.

Foi quando seus espinhos me magoaram
E de minha ousadia se vingaram,
No sangue que jorrou na aguda dor.

Sebastião Aires de Queiroz
Em 10 de dezembro de 2015.
FELIZ NATAL 2015!

Quando lembro a tua face de carmim,
Que mil vezes eu beijei com tanto amor,
Veem-me lágrimas aos olhos, e um ardor
Rasga o peito, numa dor que não tem fim.

Quando vejo teu retrato desbotado,
Pelo tempo e pelos males que causei,
Meu espírito solta um URRO que não sei,
Se de mim, ou de algum monstro esquartejado.

Se eu pudesse desfazer todo o passado,
E morrer antes de ter te conhecido,
Pelo menos não terias, tu, sofrido,
Nem seria eu, um cão, desesperado.

Mas espero que este tempo malfazejo
Que nos trouxe tanta dor, tanto sofrer,
Lá nos Céus, aos pés de Deus, possa inverter,
Me perdoes e me acalentes com teu beijo.

(Dornélio B. Meira)

João Pessoa, PB, 09/10/2015.

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Antigamente pouco se sabia se por perto ou por bem mais próximos existiam mundos tão diferentes. Vivia-se bem com o que se via ou tinha e o que se tinha era suficiente e nem tanta guarda se fazia. Um mundo bem mais simples e se complicação existia era por se querer mexer com o que não se devia. Sem adentrar na questão analisemos com simplória humildade: vizinho era parente, quase família; salvo uns e outros raros que surgiam eram de passagem, por curto dias. E quando em confusão nos metíamos e a maré ou correnteza nos levava mar a dentro, algum jeito se encontrava para subsistir. Assim como Jonas, meio a peixes graúdos e tubarões tínhamos por milagre a integridade garantida e o nosso existir era um aparente ultraje a rigor, sem danos causar até aos que não viam. Vivia-se exceções, com outro tipo de gente e em mundos diferentes.

Tão diferentes se faziam que exceções se perdiam em pequenas gafes ou inconveniências. Quintana bem definiu FELICIDADE REALISTA. Mas o mundo contemporâneo tornou-a expressão arcaica e chata, quadrada. Vale quando se pode. Pela força do poder fazer.
“…que se cuide quem não for meu irmão”

– Como assim?…

Sem que muito mereça explicar não se deve, justificar muito menos. Pedir é pura necessidade para que se tenha um pouco de danação.”…explode coração!”

– Ah! Se pudesse! ….

Não mais nego, iria! Se me fosse dada oportunidade – esta tenho que buscar ou edificar – assistiria a “Perdas & Ganhos”. Talvez o desejo me leve a ousar e abusar das econômicas ou promocionais; restaria saber se de fácil acesso o meu desejo. Considerando a possibilidade refaço elo como lembrança:

Concertista de renome (envergonho-me pelo esquecido) punha-me mentalmente a acompanha-lo com uma precisão que desconhecia. E por assim acontecer justificavam como assistência de outro ouvido que sem materialidade, não existia. Sem compreender, aprendia. E por esses últimos dias pude entender o significado da palavra “coincidência”.

Numa velha província quase nada muda. O mesmo começo, as mesmas línguas, não de fogo, mas de críticas e julgamentos, a enfeitar uma nova realidade criada em “cidades invisíveis'”. No mundo real são estes nós que desato ora com raiva ora com carinho.

Abraço fraterno,

Paula Torres Oliveira.

Caro Senhor Caumo,
É de meu conhecimento que poderá não ter em sua memória qualquer registro de mim. No entanto a Tribuna Literária contribuiu para bons momentos de prazer generoso e farto. Infelizmente não consegui na época inserir texto ou poema nenhum, apesar de também ser quase assídua ao programa da TV Brasil  “Sem censura”.
Envio para que leia, sem contar, certamente,  com a esperança de que seja publicado no seu novo espaço.

Um poeta da pesada.

Rogaciano Bezerra Leite, autor de um só livro, “Carne e Alma”, é de Itapetim, no Pajeú pernambucano, onde nasceu em 1920. Jornalista, escreveu em muitos periódicos do nordeste e formou-se em letras clássicas em 1949, em Fortaleza-CE. Entre 1950 e 1955 viveu em São Paulo e Rio. Foi pracinha na segunda grande guerra, na Itália. Seu poema “Os trabalhadores”  está transcrito como monumento na Praça Central de Moscou, na Rússia. Nome elogiado por Ariano Suassuna, Gilberto Freyre, Assis Chateaubriand, Jorge Amaro e outros.  Cantou para os presidentes Jânio e João Goulart e governador de São Paulo, Ademar de Barros. Pode-se dizer que foi o introdutor da cantoria de viola nos meios aristocráticos brasileiros.

Autor do poema Cabelos cor de Prata, sucesso musical por Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Francisco Petrônio, Carlos Alberto e outros.

Reproduzimos um soneto bem singelo, mas muito tocante. Bom para os tempos de crises. Confiram:

Sorrindo e cantando

Quando falas porque vivo sorrindo,
Falas também por eu viver cantando;
Se a vida é bela e se este mundo é lindo,
Não há razão para eu viver chorando.

Cantar é sempre o que fazer eu ando;
Sorrir é sempre o meu prazer infindo.
Se canto e rio é porque vivo amando,
Se amo e canto, é porque vivo rindo!

Se o pranto morre quando nasce o canto,
Eu canto e rio para matar o pranto
E gosto muito de quem canta e ri…

Logo bem vês, por estes dotes meus,
Que quando canto estou pensando em Deus
E quando rio, estou pensando em ti…

A imagem acima é um risco para pintura em óleo sobre tela, de Leonardo da Vinci.
Boletim Informativo "Tribuna Literária"
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