No fatídico dia em que secar
A derradeira árvore na mata,
Porque esta humanidade só maltrata
A natureza em vez de a preservar;
Quando o peixe não mais puder nadar,
Porque o último rio já estará morto,
E os pássaros não voarem pelo horto,
Os homens hão de ver, tarde demais,
Que com dinheiro não se compra a paz
Por isso ele só sente desconforto!…

Os valores eleitos pelo ser
Já não mais lhe trarão felicidades,
Porque ele escolheu futilidades
Como formas sublimes de prazer.
E agora já não mais pode viver,
Porque nem mesmo tem um ar saudável;
Reclama por faltar água potável
E que não jorra a fonte cristalina,
Revolta-se com Deus e o abomina,
Mas sabe que ele próprio é o responsável…

O homem que se julga tão sagaz
Que pensa comprar tudo com dinheiro,
Verá neste momento derradeiro,
Que o tempo lhe escapou muito fugaz…
Daqui a pouco por baixo do “aqui jaz”,
Já não terá, sequer, um minifúndio,
Pois só lhe restará um intermúndio…
Sem ouvir os apelos racionais,
E aprender com o saber dos animais,
Sobra-lhe um três x dois por latifúndio!…

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