Do tempo em que
São Paulo caminhava devagar, sem poluição,
sem medo, sem falcatruas!…

Enquanto meus olhos dormem,
Minh’ alma solta passeia,
A caminhar pelas sendas
Do bucolismo da aldeia,
Onde não vou toda noite,
Mas onde vou volta e meia.

É a minha aldeia saudosa
Dos tempos bons do passado,
Onde a harmonia reinava,
Ruas de barro amassado,
Cheias de casas singelas
Com vizinhos lado a lado.

Hoje não é mais aldeia,
É a maior capital
Deste Brasil altaneiro,
Um país continental,
Mas no meu sonho inda é
A minha aldeia natal.

Dos tempos que fui menino,
Recordo nessas andanças!…
A correria das ruas,
Os sorrisos de esperança,
Essa é a imagem que eu quero
Eternizar na lembrança.

Espero, depois da morte,
Ver minha aldeia sem guerra,
Do jeito do meu passado
Que em minha mente se encerra,
Para voltar aos bons tempos
Da minha aldeia na Terra!…

Anúncios