Já foi charmoso esse senhor que passa,
Quando ele apenas vinte anos tinha,
Ao desfilar, nas tardes, pela praça,
Com seus cabelos negros, de pastinha.

Trazia um porte sem nenhuma jaça,
Quando as moçoilas, cheias de picuinha,
Analisavam seu andar com graça,
Que demonstrava sempre garbo e linha.

Hoje está velho, de imagem caída,
Porém mantém ainda alguma graça,
No seu final, neste apagar de vida…

E quando passa, às vezes, pela praça,
A suspirar a velha diz, sentida,
Já foi charmoso esse senhor que passa!

Nota – Paródia do soneto “Vês?” de Américo Falcão

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